Saiba como se proteger das ISTs no Dia dos Namorados

Cuide de você e de quem você ama! Especialista dá dicas de prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis

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Imagem ilustrativa de casal se prevenindo contra as ISTs | Reprodução/Internet

Hoje, 12 de junho, é celebrado no Brasil e em vários países o Dia dos Namorados, data que celebra a união amorosa entre casais. Junto a esse dia estão as famosas declarações, presentes, e é claro, uma noite romântica de tirar o fôlego. Até porque é dia de comemorar, certo?

No entanto, essa comemoração deve também estar acompanhada de proteção na hora da relação sexual, principalmente, no intuito de prevenir as chamadas ISTs, ou infecções sexualmente transmissíveis. Elas podem ser causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. 

Essas infecções são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. 

OS EXEMPLOS MAIS CONHECIDOS DE ISTS SÃO:

- Herpes genital;

- Cancro mole (cancroide)

- HPV

- Infecção pelo HIV 

- Doença Inflamatória Pélvica (DIP)

- Donovanose

- Gonorreia e infecção por Clamídia

- Linfogranuloma venéreo (LGV)

- Sífilis

- Infecção pelo HTLV

- Tricomoníase

QUAIS SÃO OS SINAIS E ONDE PODEM SURGIR

As IST podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas.

As IST aparecem, principalmente, no órgão genital, mas podem surgir também em outras partes do corpo (ex.: palma das mãos, olhos, língua).

ATENTE-SE!

Algumas IST podem não apresentar sinais e sintomas, e se não forem diagnosticadas e tratadas, podem levar a graves complicações, como infertilidade, câncer ou até morte. 

Por isso, é importante fazer exames laboratoriais para verificar se houve contato com alguma pessoa que tenha IST, após ter relação sexual desprotegida – sem camisinha masculina ou feminina.

A parceria sexual é de extrema importância na prevenção das ISTs. Foto: Reprodução

Aids/HIV - Vírus da imunodeficiência humana

Esse vírus ataca o sistema imunológico, que é o responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. O vírus é capaz de alterar o DNA dessa célula e fazer cópias de si mesmo. Após se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Em entrevista ao Meio News, a ginecologista e obstetra Claudia Fontinele explica que é importante que a população esteja ciente dos meios de transmissão, das formas de prevenção e das abordagens diagnósticas e terapêuticas do vírus. 

“A transição do HIV pode ocorrer através do contato sexual, sexo vaginal, sexo oral, anal ou por meio de compartilhamento de seringas, material perfurocortante ou também através da transmissão vertical, ou seja, de mãe para filho”, explica. 

A médica também ressaltou que a partir do momento que a pessoa é exposta ao risco de infecção, ela deve procurar um serviço de saúde, pois existem medidas de prevenção temporárias a partir do momento em que o paciente se submeteu a uma situação de risco.

“Existem as profilaxias pós-exposição (medida de prevenção consiste no consumo de medicamentos até 72 horas após a situação de risco) com medicações antirretrovirais e existem também as profilaxias pré-exposição (consiste na tomada de comprimidos antes da relação sexual, que permitem ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV), que são para pacientes que irão se expor ao risco de infecção”, afirma. 

HIV TEM CURA?

Não existe cura para a AIDS, mas uma adesão estrita aos regimes antirretrovirais (ARVs) pode retardar significativamente o progresso da doença, bem como prevenir infecções secundárias e complicações. 

A ginecologista ainda reforça a importância da informação com embasamento para evitar a contaminação.

"Usem preservativo nas relações sexuais e outro ponto positivo é que a gente também possa respeitar e acolher os pacientes acometidos com o vírus do HIV", diz.

PARCERIA SEXUAL

O controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) não ocorre somente com o tratamento de quem busca ajuda nos serviços de saúde. Para interromper a transmissão dessas infecções e evitar a reinfecção, é fundamental que as parcerias também sejam testadas e tratadas, com orientação de um profissional de saúde.

As parcerias sexuais devem ser alertadas sempre que uma IST for diagnosticada. É importante a informação sobre as formas de contágio, o risco de infecção, a necessidade de atendimento em uma unidade de saúde, as medidas de prevenção e tratamento (ex.: relação sexual com uso de camisinha masculina ou feminina até que a parceria seja tratada e orientada).

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