
Doar sangue é fundamental para salvar vidas, e a ciência indica que essa prática também pode trazer benefícios para a saúde do doador. Um estudo do The Francis Crick Institute, em Londres, analisou amostras de sangue de doadores frequentes e revelou que a doação pode ajudar na regeneração do sangue e, possivelmente, reduzir o risco de doenças como a leucemia. Os resultados foram publicados na revista Blood.
O que diz o estudo?
Pesquisadores analisaram amostras de sangue de dois grupos de homens: um composto por aqueles que doaram mais de 100 vezes e outro por aqueles que doaram menos de 10 vezes. Os resultados indicaram que os doadores frequentes tinham mais mutações no gene DNMT3A, um gene crucial para a produção de células sanguíneas.
Os cientistas realizaram testes em laboratório e descobriram que essas células alteradas respondiam de forma mais eficaz ao hormônio eritropoietina (EPO), responsável por regular a produção de glóbulos vermelhos. Em resumo, a doação regular de sangue favorece o crescimento de células-tronco saudáveis e pode ajudar a reduzir células propensas a doenças.
“Nosso trabalho é um exemplo fascinante de como nossos genes interagem com o ambiente e à medida que envelhecemos. Atividades que colocam baixos níveis de estresse na produção de células sanguíneas permitem que nossas células-tronco sanguíneas se renovem e achamos que isso favorece mutações que promovem ainda mais o crescimento das células-tronco em vez de doenças”, explicou Dominique Bonnet, autor sênior do estudo.
Quais são os outros benefícios para o doador?
Fortalecimento do sistema sanguíneo: a doação estimula a produção de novas células sanguíneas, melhorando a qualidade do sangue. Melhora na pressão arterial: estudos anteriores indicam que doar sangue pode ajudar a controlar a hipertensão.