Por Rany Veloso
Em entrevista ao blog, o deputado federal Merlong Solano (PT-PI), disse que nova regra fiscal enviada ao Congresso Nacional será aprovada como o governo apresentou, portanto sem grandes mudanças como a oposição reinvidica e questiona a lista com 10 exceções, como os gastos para o Fundeb e Programas Socioambinetais que ficarão de fora.
Na visão do vice-presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara [Merlong Solano], a nova âncora traz previsibilidade e assegura investimentos para áreas essenciais, como Saúde e Educação, diferente do Teto de Gastos, implantado no governo Temer. "Lei boa é aquela que se consegue aprovar e colocar em execução", disparou. Somente no governo Bolsonaro em quase R$ 795 bilhões.
"A experiência Teto de gastos mostra muito bem isso. Ele foi furado várias vezes porque ele era inflexível, era financista, não importava o que acontecesse com a receita, ele destinava toda a elevação da receita para a dívida pública, paralisando a administração pública e a sua capacidade de prestar serviço", observou o deputado.
PROVA DE FOGO PARA LULA NO CONGRESSO
Essa vai ser a primeira votação que testará a base de Lula no Congresso. Para o deputado petista, ainda não está como queriam, até porque o presidente Arthur Lira (PP) mostrou força ao formar um blocão com 173 parlamentares em reação à união do PSD, MDB, Republcans e Podemos.
Como Lira deu sua palavra de que a regra fiscal será aprovada até o dia 10 de maio e com 308 votos, Merlong não vê problemas pela frente. "Temos votos mais que suficientes para aprovar uma lei complementar. Vamos passar bem nesse primeiro teste", afirmou.
É aquela história, se não pode com eles junte-se a eles.