Ricardo Schnetzer |
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O ator e dublador Ricardo Schnetzer morreu nesta semana, no Brasil, aos 71 anos, e teve a perda confirmada por colegas da área nas redes sociais, onde homenagens foram publicadas para lembrar sua trajetória e importância para a dublagem nacional, marcada por personagens icônicos e pela atuação como professor, após enfrentar complicações da esclerose lateral amiotrófica (ELA).
Homenagens e despedidas
"Mais um Mestre da Dublagem migra para o Plano Espiritual. Eu tive o privilégio de ser aluno dele no curso da Dublemix. Esse craque também faz parte da minha história profissional. E ele dispensa apresentações, pois o currículo de personagens diz por si só. Ricardo Schnetzer, senhoras e senhores! E até a próxima escala, Professor! "
A notícia foi lamentada por diversos nomes da dublagem nas redes sociais. Schnetzer havia sido diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que afeta progressivamente o sistema nervoso e causa paralisia motora irreversível. Em janeiro, foi aberta uma vaquinha online para ajudar no tratamento do artista, com meta de R$ 200 mil, que arrecadou pouco mais de R$ 118 mil.
Nascido no Rio de Janeiro em 13 de abril de 1953, Ricardo Schnetzer iniciou a carreira na década de 1970 e construiu um currículo marcante no cinema e na televisão. Sua voz ficou eternizada em personagens como Tony Montana (Al Pacino) em Scarface, Maverick (Tom Cruise) em Top Gun: Ases Indomáveis, Edward Lewis (Richard Gere) em Uma Linda Mulher e Carlos Daniel (Fernando Colunga) na novela mexicana A Usurpadora.
Na animação, Schnetzer também deixou sua marca ao dublar personagens queridos de diferentes gerações, como o Capitão Planeta, o arqueiro Hank de Caverna do Dragão, o vilão Slade de Jovens Titãs e Albafica de Peixes em Cavaleiros do Zodíaco: The Lost Canvas, consolidando um legado que atravessa décadas e formatos do entretenimento.