Bruna Furlan, neta de Carlos Alberto de Nóbrega |
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A influenciadora Bruna Furlan de Nóbrega, neta do apresentador e humorista Carlos Alberto de Nóbrega, falou pela primeira vez sobre o diagnóstico de câncer de mama, anunciado na última quinta-feira (08). O relato foi concedido à revista Marie Claire.
“Foi uma comoção muito grande. Aí eu parei pra perceber como o diagnóstico numa garota muito jovem é chocante. Eu já estava mais conformada na hora que eu postei o vídeo”, disse em entrevista a Marie Claire.
Segundo Bruna, a suspeita surgiu na véspera de Natal, quando ela percebeu um caroço duro na mama direita ao sair do banho, enquanto se preparava para a ceia na casa do avô. A pedido da “vodrasta”, ela realizou uma ressonância magnética no dia 27.
O laudo, liberado dois dias depois, indicou cinco nódulos e linfonodos alterados na axila, com classificação BI-RADS 5, que aponta altíssima suspeita de câncer.
“Eu estava sozinha em casa, esperando meu namorado, quando recebi o resultado. Eu não fazia a menor ideia do que era BI-RADS 5, mas a minha ginecologista, que estava acompanhando os exames, me ligou. Ela me atende desde que eu sou muito nova, então fala comigo quase como se eu fosse criança. Ela disse que estava um pouco preocupada, que a gente teria que fazer uma biópsia”, conta a influenciadora.
O diagnóstico definitivo chegou em 2 de janeiro, de forma inesperada, quando Bruna recebeu por e-mail um pedido de PET scan com a descrição “neoplasia maligna de mama”. O exame confirmou carcinoma mamário invasivo do tipo não especial, HER2 negativo, com receptores hormonais positivos e metástase óssea na coluna lombar.
"Eu mandei uma mensagem desesperada para a Renata. Eu não estava entendendo nada. Foi ela que me deu a notícia. E, de todas as pessoas, foi a melhor pra ter feito isso. Ela é família, me conhece, sabe o meu jeito.”
O plano de tratamento inclui oito sessões de quimioterapia, cirurgia na mama, radioterapia na coluna e, posteriormente, tratamento hormonal. Paralelamente, a influenciadora iniciou o processo de congelamento de óvulos, como forma de preservar a fertilidade antes do início da quimioterapia.
“Eu não sei se é um otimismo muito maluco da minha cabeça, mas eu tenho certeza que o tratamento vai dar certo. Em nenhum momento eu fiquei com medo de morrer.”