Felca e Hytalo Santos |
Foto: Reprodução/ Instagram
O influenciador digital Felca prestou depoimento à Justiça nessa terça-feira (13), no processo que investiga possíveis crimes envolvendo Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, conhecido como Euro. A ação apura suspeitas de exploração e sexualização de crianças e adolescentes em conteúdos publicados nas redes sociais.
A oitiva ocorreu na fase de instrução do processo, na 2ª Vara Mista de Bayeux, na Paraíba, e integra as investigações conduzidas pelo Ministério Público.
Influenciador nega lucro com vídeo
Durante a audiência, Felca foi questionado sobre eventual obtenção de ganhos financeiros com o vídeo intitulado “Adultização”, publicado em agosto e que teve ampla repercussão nas redes sociais, contribuindo para o avanço das apurações.
Ao responder, o influenciador negou qualquer lucro com o conteúdo e afirmou que o vídeo foi desmonetizado desde o momento da publicação. “Não, foi desmonetizado porque entendi que o assunto era delicado”, declarou. Questionado se teria recebido valores posteriormente, inclusive com a finalidade de doação, respondeu: “Não”.
Alcance dos conteúdos citados no processo
Apesar de negar retorno financeiro direto, Felca reconheceu que o vídeo ampliou significativamente sua visibilidade. Segundo ele, a publicação alcançou milhões de visualizações e resultou em convites para participações em programas de televisão.
Ainda durante o depoimento, o influenciador foi questionado sobre a diferença entre o tom mais incisivo adotado em seus vídeos no YouTube e a postura apresentada em juízo. Em resposta, afirmou que suas conclusões foram baseadas exclusivamente em informações públicas disponíveis nas redes sociais e negou exercer qualquer papel investigativo.
Segundo Felca, tomou conhecimento do caso “através das redes sociais e principalmente do que já era público”. Ao tratar da relevância digital de Hytalo Santos, o influenciador afirmou que o volume de acessos mensais era elevado, podendo chegar a dezenas de milhões. De acordo com ele, a exposição recorrente de crianças e adolescentes nos conteúdos teria contribuído diretamente para a expansão desse alcance.
Sobre Kamylinha, citada no processo, Felca afirmou que ela aparecia nos vídeos desde os 12 ou 13 anos, com base nas datas das publicações e em cálculos de idade. Em alguns momentos da audiência, declarou não se recordar da origem exata de determinadas informações e reconheceu que uma de suas declarações anteriores foi resultado de uma “indução”.