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Vida sexual ativa traz benefícios comprovados à saúde física e mental; veja quais

Estudos internacionais apontam impactos positivos do sexo na imunidade, no sono e no controle do estresse

Manter uma vida sexual ativa não está relacionado apenas ao prazer, mas também a impactos diretos na saúde física e emocional. Pesquisas realizadas por universidades e centros científicos na Europa e nos Estados Unidos indicam que a excitação e o orgasmo ajudam a regular hormônios, fortalecer o sistema imunológico, melhorar o sono e reduzir os níveis de estresse.

Redução do estresse e melhora do humor

Um estudo conduzido pela Universidade do Oeste da Escócia, em 2012, identificou que a atividade sexual reduz a resposta do organismo ao estresse. Segundo os pesquisadores, a liberação de endorfina e ocitocina durante o sexo diminui os níveis de cortisol, hormônio associado ao estresse. O levantamento apontou ainda que pessoas sexualmente ativas lidam melhor com situações de pressão emocional e física.

Fortalecimento do sistema imunológico

Pesquisa realizada em 1999 pela Universidade Wilkes, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com vida sexual ativa apresentam níveis mais elevados do anticorpo Imunoglobulina A (IgA), responsável pela proteção dos sistemas respiratório, digestivo e urinário. Em 2021, uma revisão publicada na revista científica Nature Reviews Immunology reforçou que a atividade sexual regular contribui para o equilíbrio da resposta imunológica.

Benefícios para a saúde cardiovascular

Um estudo de longo prazo da Universidade de Bristol, na Inglaterra, publicado em 2010, acompanhou mais de 900 homens e identificou menor risco de mortalidade cardíaca entre aqueles que relataram maior frequência de orgasmos. Já uma pesquisa publicada em 2016 no Journal of Sexual Medicine observou que a excitação sexual promove a dilatação dos vasos sanguíneos, melhorando a circulação e a oxigenação dos tecidos.

Sono mais profundo

Pesquisadores relataram, em estudo publicado em 2019 na revista Frontiers in Public Health, que a atividade sexual antes de dormir está associada à melhora da qualidade do sono. O efeito é atribuído à liberação de ocitocina e prolactina, hormônios ligados ao relaxamento físico e mental.

Alívio natural da dor

Um estudo de 2013 da Universidade Estadual de Nova Jersey mapeou as regiões cerebrais ativadas durante o orgasmo e identificou estímulos no tálamo e no córtex pré-frontal, áreas relacionadas ao controle da dor. A liberação de endorfinas atua como um analgésico natural, ajudando a aliviar dores musculares, cefaleias e cólicas menstruais.

Melhora da autoestima e do bem-estar emocional

Pesquisa publicada em 2017 pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, associou a vida sexual ativa ao aumento da autoconfiança, sensação de conexão emocional e estabilidade do humor. Segundo os pesquisadores, os efeitos estão ligados à liberação de dopamina e ocitocina após o orgasmo.

Estímulo às funções cognitivas

Estudo realizado pela Universidade de Coventry em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, analisou adultos entre 50 e 89 anos e identificou melhor desempenho em testes de memória e fluência verbal entre pessoas sexualmente ativas. Os cientistas relacionam o resultado à ação da dopamina no cérebro.

Impactos positivos na saúde pélvica

Uma pesquisa publicada em 2024 no International Urogynecology Journal apontou que a estimulação sexual regular contribui para a saúde do assoalho pélvico e do sistema urinário e genital, especialmente em mulheres. Outro estudo, conduzido em 2018 pela Universidade de Michigan, destacou benefícios para mulheres na menopausa, como melhora da circulação, elasticidade e lubrificação vaginal.

Alívio de sintomas menstruais

Estudo publicado em 2020 no Journal of Psychosomatic Obstetrics & Gynecology indicou que os orgasmos ajudam a relaxar temporariamente o útero, reduzindo a intensidade das cólicas. A liberação de endorfinas também foi associada à diminuição de irritabilidade e sensação de cansaço.

Regulação hormonal e bem-estar prolongado

Pesquisa da Universidade de Göttingen, na Alemanha, apontou que a liberação de ocitocina durante a atividade sexual contribui para a redução do cortisol e para a regulação hormonal, promovendo efeitos positivos no humor que podem se estender ao longo do dia.

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