- Verônica Costa foi condenada por tortura contra ex-marido, Márcio Costa, em 2011.
- Caso resultou em prisão determinada após denúncia de agressões e lesões.
- Antes da política, Verônica foi apresentadora de funk carioca na Furacão 2000.
- Conhecida como "Mãe Loira do Funk", atuou por anos na defesa do gênero musical.
- Na Câmara Municipal, presidiu comissões de defesa da mulher e prevenção às drogas.
Veronica Costa |
Foto: Divulgação / Câmara do Rio
Verônica Chaves de Carvalho Costa, conhecida como Verônica Costa, teve a prisão determinada após ser condenada por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. O caso ocorreu em 2011, quando ele denunciou à Polícia Civil ter sido amarrado, agredido e atingido por um líquido que provocou lesões em seu corpo. A denúncia deu origem a um processo criminal que resultou na condenação de Verônica.
carreira
Antes de ganhar destaque na política, Verônica construiu uma carreira ligada ao funk carioca. Ela ficou conhecida do público ao apresentar programas e bailes da Furacão 2000, uma das tradicionais equipes de funk do Rio de Janeiro, ao lado do então marido, o empresário Rômulo Costa.
Nascida e criada em uma comunidade da Zona Norte do Rio, próxima ao Morro do Juramento, Verônica conheceu Rômulo aos 16 anos. Os dois tiveram dois filhos, Jonathan e Jennifer.
Por sua atuação na defesa das demandas ligadas ao funk e na valorização do gênero, Verônica recebeu o apelido de “Mãe Loira do Funk”, pelo qual ficou conhecida ao longo da carreira. Em 2001, Verônica e Rômulo se separaram. Após deixar a Furacão 2000, ela fundou a própria equipe de som, a Glamourosa.
Entrada na política
Também em 2001, Verônica Costa iniciou sua trajetória política e conquistou o primeiro mandato como vereadora do Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, exerceu cinco mandatos na Câmara Municipal.
Entre as pautas associadas à sua atuação política estavam a valorização do funk, políticas voltadas para a juventude, geração de empregos e defesa dos direitos das mulheres.
Veronica Costa na Câmara — Foto: Reprodução
Durante sua passagem pela Câmara, Verônica também presidiu a Comissão de Defesa da Mulher e a Comissão de Prevenção às Drogas. Ao longo dos anos, esteve filiada a diferentes partidos, entre eles PL, PMDB, DEM e Republicanos.
O caso de 2011
Em fevereiro de 2011, Márcio Costa, então marido de Verônica, procurou a Polícia Civil para denunciar as agressões. Segundo o relato apresentado na época, ele teria sido amarrado e agredido, além de ter sofrido lesões após ser atingido por um líquido que acreditava ser ácido.
O caso passou a ser investigado e posteriormente se transformou em processo criminal. Verônica foi condenada pelo crime de tortura e, após a decisão judicial, teve a prisão determinada.
Márcio Costa mostra laudo de exame — Foto: Aluizio Freire/G1