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MC Negão Original é preso em operação contra esquema de golpes virtuais

Funkeiro é alvo de investigação que apura fraudes eletrônicas e movimentação de cerca de R$ 100 milhões em cinco anos, segundo a Polícia Civil

  • MC Negão Original foi preso na manhã desta quinta-feira em Santa Isabel, na Grande São Paulo, durante operação da Polícia Civil.
  • A prisão ocorreu na Operação Fim da Fábula, que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes virtuais em diversos estados.
  • O grupo é acusado de movimentar cerca de R$ 100 milhões em fraudes eletrônicas ao longo dos últimos cinco anos.
  • A operação cumpre 53 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão, além de bloquear 86 contas bancárias e bens imóveis.

O cantor de funk MC Negão Original foi preso na manhã desta quinta-feira (25), em Santa Isabel, na Grande São Paulo, durante uma operação da Polícia Civil que investiga uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes virtuais em diversos estados do país.

A prisão ocorreu no âmbito da Operação Fim da Fábula, conduzida por agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 100 milhões ao longo dos últimos cinco anos por meio de fraudes eletrônicas.

Segundo a polícia, os investigados estariam envolvidos em diferentes modalidades de golpe, entre elas o golpe do INSS, o golpe do falso advogado e o chamado golpe da mão fantasma. As apurações também apontam fraudes com cartões clonados, falsas centrais telefônicas e o uso de plataformas de apostas e fintechs para clonagem de chaves Pix.

MC Negão Original está entre os alvos da operação, que cumpre 53 mandados de prisão temporária e 120 mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a organização criminosa.

Operação Fim da Fábula

A ação ocorre simultaneamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. A operação conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), e mobiliza cerca de 400 policiais civis e promotores.

Como parte das medidas autorizadas pela Justiça, foram bloqueadas 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados. Os valores podem chegar a R$ 100 milhões por conta. Também foi determinado o bloqueio de bens móveis e imóveis.

De acordo com o Ministério Público, ao menos 36 imóveis relacionados ao grupo foram identificados durante as investigações. Muitos deles estariam registrados em nome de terceiros ou de empresas de fachada. Os investigadores também localizaram centenas de veículos e embarcações supostamente adquiridos com recursos obtidos por meio das fraudes.

Segundo os órgãos responsáveis pela operação, o objetivo é rastrear, apreender e confiscar patrimônio de origem ilícita, além de recuperar valores desviados e buscar o ressarcimento das vítimas.

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