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Justiça decide manter Deolane Bezerra presa após audiência de custódia

O TJ-SP não constatou irregularidades na prisão da influenciadora

A prisão de Deolane Bezerra foi mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após audiência de custódia virtual realizada na tarde desta quinta-feira (21).

O TJ-SP não constatou irregularidades na prisão da influenciadora, que foi transferida para cumprir prisão preventiva em Santana, na zona norte da capital paulista.

Antes da audiência de custódia, a defesa da advogada alegou que ela é mãe de uma criança menor de 12 anos. O argumento se baseia em entendimento do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que prevê a possibilidade de prisão domiciliar para mulheres com filhos nessa faixa etária, considerando a presunção legal do cuidado materno.

Apesar disso, a concessão do benefício depende da análise de fatores específicos do caso, como os motivos da prisão e a existência de eventual risco à ordem pública.

Deolane Bezerra foi presa nesta quinta-feira (21) Foto: Van Campos (AgNews) 

OPERAÇÃO VÉRNIX 

Deolane é um dos alvos da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma transportadora de cargas ligada à liderança  do PCC. Segundo as investigações, a empresa realizava transferências para diferentes contas bancárias com a finalidade de dificultar o rastreamento dos valores movimentados.

A prisão da influenciadora  teria sido motivada por bilhetes e manuscritos apreendidos em 2019 dentro de um presídio em Presidente Venceslau. Durante a investigação, os agentes identificaram referências a uma “mulher da transportadora”, citada nos documentos como responsável por levantar informações e endereços de agentes públicos.

Segundo os investigadores, o material indicava que esses dados seriam utilizados para facilitar possíveis ataques planejados pela organização criminosa.

 Segundo apurou a Polícia Civil de São Paulo, Deolane abriu pelo menos 35 empresas diferentes (cada uma com o próprio CNPJ) em uma casa localizada na cidade de Martinópolis . Ainda não se sabe quem é o proprietário desse imóvel, mas a polícia não tem dúvidas de que a sobreposição de empresas num só domicílio é um forte indício da prática de atividades criminosas. 

O promotor Lincoln Gakiya comentou a descoberta: “Esse é um problema muito grande. É a pejotização do crime organizado”.  

Deolane Bezerra Foto: Reprodução/Instagram 

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