- Tribunal da Paraíba analisa recurso contra prisão preventiva de Hytalo e Israel Vicente.
- Os dois, presos desde agosto de 2025, são condenados por produção de conteúdo pornográfico com adolescentes.
- Defesa questiona manutenção da prisão e busca revisão das condenações em primeira instância.
- Câmara Criminal realiza análise semipresencial em sessão do Tribunal de Justiça da Paraíba.
- Os acusados são alvos de outras investigações, incluindo suspeitas de lavagem de dinheiro.
Hytalo Santos e Israel Vicente, |
Foto: Reprodução
O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) analisa nesta terça-feira (3) um recurso apresentado pela defesa do influenciador Hytalo Santos e do marido, Israel Vicente, que estão presos desde agosto de 2025. O pedido questiona a manutenção da prisão preventiva dos dois.
A análise será realizada pela Câmara Criminal do tribunal, em sessão semipresencial. Hytalo e Israel já foram condenados em primeira instância, mas ainda não começaram a cumprir as penas de forma definitiva.
Em fevereiro deste ano, Hytalo foi condenado a 11 anos e quatro meses de prisão por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. Israel recebeu pena de oito anos, 10 meses e 20 dias pelo mesmo crime. A defesa contesta as condenações e busca a revisão das decisões.
Atualmente, os dois estão presos na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, conhecida como Presídio do Róger, em João Pessoa. Pedidos anteriores de liberdade apresentados pelos advogados já foram rejeitados pela Justiça.
Relembre o caso
O caso ganhou repercussão nacional em agosto de 2025, após o youtuber Felca publicar um vídeo sobre a exposição e a sexualização de crianças e adolescentes nas redes sociais. Na gravação, ele citou Hytalo Santos e questionou conteúdos produzidos com a participação de menores de idade.
As investigações do Ministério Público da Paraíba, no entanto, haviam começado em dezembro de 2024, após denúncias sobre uma possível exploração de adolescentes em vídeos publicados pelo influenciador, que reunia milhões de seguidores.
Segundo as autoridades, Hytalo e Israel utilizavam a imagem dos jovens para ampliar a audiência e obter ganhos financeiros nas plataformas digitais. A investigação também apontou suspeitas de exploração sexual e de controle sobre a rotina dos adolescentes que conviviam com o casal.
Em 15 de agosto de 2025, os dois foram presos em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Após passarem por unidades prisionais paulistas, foram transferidos para a Paraíba em 28 de agosto.
O caso também resultou em medidas judiciais, como mandados de busca e apreensão, bloqueio de bens e restrições aos perfis do influenciador nas redes sociais.
Além do processo criminal, Hytalo e Israel são alvos de outras investigações, incluindo uma apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Desde o início do processo, a defesa nega as acusações e sustenta a inocência dos dois. Os advogados também contestam aspectos da condenação e buscam sua anulação.
A análise desta terça-feira trata especificamente da prisão preventiva. Assim, uma eventual decisão favorável à defesa não significa a anulação das condenações em primeira instância.