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Família Poncio acumula R$ 2,9 bilhões em dívidas com a União, diz relatório

Relatório aponta que família do pastor Márcio Poncio tem dívida de R$ 2,9 bilhões com a União

  • Grupo empresarial da família do pastor Márcio Poncio acumula R$ 2,929 bilhões em dívida ativa com a União.
  • Relatório do FNCP aponta débitos tributários, multas e juros, com pendências desde os anos 2000.
  • PF investiga organização criminosa ligada ao pastor, suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
  • Operação Unha e Carne realiza busca em Barra da Tijuca, identificando rede patrimonial envolvendo imóveis e veículos.
  • Pastor já foi preso na 5ª fase da operação, mas teve prisão preventiva convertida em domiciliar pelo STF.
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Um relatório do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP) aponta que o grupo empresarial ligado à família do pastor Márcio Poncio acumula R$ 2,929 bilhões em dívida ativa com a União. O levantamento, referente ao segundo trimestre de 2025, inclui débitos tributários federais, multas e juros.

Segundo o documento, empresas e integrantes da família aparecem associados aos mesmos débitos por responsabilidade solidária. Por esse motivo, os valores registrados individualmente não devem ser somados. Após eliminar as duplicidades, o FNCP chegou ao total de R$ 2.929.182.175,11.

Poncio voltou a ser alvo da Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (29), durante a 9ª fase da Operação Unha e Carne. A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e ocultação de bens e valores.

Na operação, os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. De acordo com a PF, foram identificados indícios de uma rede patrimonial que envolveria imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores e terceiros.

O pastor já havia sido preso na 5ª fase da operação, em 2 de julho, mas teve a prisão preventiva convertida em domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, a nova etapa da investigação teve origem na análise de dados extraídos do celular dele.

O relatório do FNCP detalha que as dívidas incluem tributos como IPI, PIS, Cofins, CSLL e IRPJ, além de débitos de FGTS, multas e juros. O levantamento aponta ainda que o grupo acumula pendências desde o início dos anos 2000, com um aumento expressivo dos valores a partir de 2011.

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