- Mila Seidl nega favorecimento e afirma que família seguiu regras para uso compassivo do medicamento.
- Processo para importação do ALN-6457 foi conduzido pela família em conjunto com médicos do caso.
- Anvisa autorizou importação do medicamento em caráter excepcional por falta de registro no Brasil.
- Família buscou alternativa após recusas em estudos experimentais e seguiu para uso compassivo.
- Mila rebate acusações de interferência de ministros, empresários ou Anvisa no acesso ao medicamento.
Mila Seidl e Lito |
Foto: Reprodução/Instagram
Mila Seidl, esposa do influenciador Lito Sousa, voltou a se manifestar nesta segunda-feira (7/9) sobre a autorização para importar o medicamento experimental ALN-6457, que será utilizado no tratamento da doença de Creutzfeldt-Jakob. A empresária negou qualquer favorecimento e explicou que a família seguiu as regras previstas para o uso compassivo da substância.
Família afirma ter conduzido processo para obter medicamento
Segundo Mila, os contatos com a farmacêutica foram realizados pela própria família, em conjunto com os médicos responsáveis pelo acompanhamento de Lito. Ela afirmou que o procedimento adotado está disponível para pacientes em situações semelhantes, mas que a falta de informações claras dificulta o acesso. “Isso não é uma regalia nossa. É um direito de qualquer pessoa que está numa situação semelhante. A dificuldade é que essas informações não são claras”, declarou.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou na sexta-feira (4/9) a importação do ALN-6457, desenvolvido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals. A liberação ocorreu de forma excepcional porque o medicamento ainda não tem registro comercial nem representante legal no Brasil e permanece em fase pré-clínica para doenças priônicas.
Mila contou que a documentação apresentada para solicitar a importação reunia informações médicas e científicas sobre o caso. “A gente apresentou bastante documentação, estava bem robusto. Eu me preparei bastante. A gente estava bem munido com os documentos que a farmacêutica passou, com os exames, com tudo científico mesmo”, relatou.
O pedido formal de importação foi apresentado pelo Einstein Hospital Israelita, onde Lito vinha sendo acompanhado. Antes de recorrer ao uso compassivo, porém, a família tentou incluí-lo em um estudo experimental, mas a participação não foi possível devido à ausência de vagas disponíveis. “A gente participou dos estudos e foi negado. Não porque ele não preenchia os requisitos, mas porque estava tudo fechado. Então, a gente seguiu para outro caminho, que é o uso compassivo do medicamento”, afirmou.
A partir daí, a família buscou diretamente uma alternativa junto a outra farmacêutica. “Conseguimos por meios próprios o contato de outra farmacêutica, fizemos uma reunião com eles e, porque o caso do Lito é muito interessante, eles liberaram o uso compassivo. Aí eu fui atrás de todo o processo”, explicou Mila.
A autorização, no entanto, exigiu o cumprimento de diferentes etapas regulatórias e envolveu a farmacêutica responsável pelo medicamento, o hospital, a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos. As permissões necessárias foram solicitadas tanto no Brasil quanto em território norte-americano.
Mila também rebateu rumores de que ministros, empresários ou a própria Anvisa teriam interferido para garantir o acesso ao medicamento. Segundo ela, não houve financiamento externo nem utilização de recursos públicos. “Tem gente falando que teve dedo de ministro para conseguir a medicação, que empresário rico financiou, que a Anvisa conseguiu. É a última vez que eu vou explicar: quem conseguiu a medicação fomos eu e o Lito”. Ela completou: “Não tem um centavo de dinheiro público, não tem um centavo de outra pessoa nisso. Vocês não me viram abrindo vaquinha nem nada”.