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Defesa de Oruam se pronuncia após rapper ter prisão preventiva revogada

Defesa do rapper Oruam comemora decisão judicial que revoga prisão preventiva e desclassifica acusação de homicídio

  • Defesa de Oruam celebra revogação da prisão preventiva após decisão judicial do Rio.
  • Juíza Tula Corrêa desclassifica acusação de tentativa de homicídio e manda processo para vara comum.
  • Acusação inicial baseava-se em pedra de 4,8 kg, mas perícia e depoimentos não comprovaram lançamento.
  • Advogado destaca que decisão reforça análise técnica das provas e rejeita presunções sobre origem social.
  • Investigação começou com mandado de busca em residência de Oruam, relacionado a adolescente.

A defesa de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, se manifestou após a Justiça do Rio de Janeiro revogar a prisão preventiva do rapper. A nova decisão afasta a acusação de dupla tentativa de homicídio contra policiais civis.

Oruam / Foto - Reprodução

Em nota enviada ao portal Metrópoles, os advogados afirmaram que “a prova prevaleceu sobre a narrativa” e destacaram que a decisão reconheceu que a acusação mais grave não se sustentava diante dos elementos reunidos durante a investigação. Segundo a defesa, o caso deve ser analisado com base nas provas produzidas ao longo do processo.

A decisão foi assinada na sexta-feira (31) pela juíza Tula Corrêa, da 3ª Vara Criminal da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. A magistrada desclassificou a acusação de tentativa de homicídio e determinou que o processo seja remetido a uma Vara Criminal comum. 

Com isso, Oruam passa a responder por crimes como lesão corporal leve, resistência, desacato, ameaça e dano ao patrimônio. Em nota, o advogado Nikolas Pessoa afirmou que a decisão reforça a importância da análise técnica das provas. 

“Este processo começou na busca por um adolescente e terminou com uma imputação de crime hediondo, à custa de sucessivas releituras de um mesmo episódio. O que sustentava a acusação não era a prova, mas uma presunção construída em torno da origem social e da figura pública do acusado”, declarou.

A investigação teve início durante uma operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) na residência do artista, que cumpria um mandado de busca e apreensão relacionado a um adolescente. Na ocasião, policiais relataram que objetos teriam sido lançados da parte superior do imóvel. 

A acusação inicial apontava uma pedra de aproximadamente 4,8 kg como principal elemento da suposta tentativa de homicídio, mas a perícia e os depoimentos não comprovaram que o objeto foi arremessado por Oruam. O laudo ainda concluiu que a posição da pedra era incompatível com um lançamento feito da sacada da residência.

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