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Atriz Clodd Dias, de 'As Five', morre aos 49 anos e deixa legado na arte brasileira

Reconhecida por trabalhos em produções como “As Five” e “Manhãs de Setembro”, a artista se destacou pela defesa da representatividade trans no audiovisual brasileiro

  • A atriz Clodd Dias, de 49 anos, faleceu na quinta-feira (6), com o anúncio feito pelo Sated-SP na sexta-feira (7).
  • Reconhecida por trabalhos em “As Five” e “Manhãs de Setembro”, Clodd destacou-se pela defesa da representatividade trans no audiovisual brasileiro.
  • Artista nascida em Itapetininga, Clodd iniciou carreira aos 14 anos e atuou em teatro, cinema, streaming, música e poesia.
  • O Sated-SP destacou seu papel pioneiro na inclusão LGBTQIAPN+ nas artes cênicas e sua contribuição para a cultura brasileira.
  • Clodd participou de montagens teatrais e séries como “Ayô” e “Notícias Populares”, além de filmes como “Rodeio Rock”.

A atriz Clodd Dias morreu aos 49 anos na quinta-feira (6), com a confirmação do falecimento divulgada pelo Sindicato dos Artistas do Estado de São Paulo (Sated-SP) nesta sexta-feira (7). Reconhecida por trabalhos em produções como “As Five” e “Manhãs de Setembro”, a artista se destacou pela defesa da representatividade trans no audiovisual brasileiro.

TRAJETÓRIA MARCADA PELA REPRESENTATIVIDADE

Nascida em Itapetininga, no interior de São Paulo, Clodd iniciou sua carreira artística aos 14 anos. Após se mudar para a capital paulista, estudou no Teatro Escola Célia Helena, onde concluiu sua formação em 2001, construindo uma trajetória que passou pelo teatro, cinema, streaming, música e poesia.

Em nota, o Sated-SP lamentou a perda da artista e destacou sua importância para a cultura nacional. “É com profundo pesar que comunicamos o falecimento da artista itapetiningana Clood Dias, que deixa um importante legado para a cultura brasileira. Atriz, cantora e artista de grande talento, Clood construiu uma carreira marcada por trabalhos no teatro, cinema e streaming”.

O sindicato também ressaltou o papel pioneiro de Clodd na luta por inclusão nas artes cênicas. “Mulher trans negra, Clodd é e representa uma falange fundamental na luta por representatividade e pioneirismo LGBTQIAPN+ nas artes cênicas, tendo integrado grupos de destaque como o Coletivo Negro e o Pessoal do Faroeste.”

Ao longo da carreira, Clodd participou de importantes montagens teatrais, como “Entrega para Jezebel”, “Mãe de Santo”, “A Mulher que Digita”, “Esperando Godot” e “Negrinha”. No audiovisual, esteve em séries como “Ayô” e “Notícias Populares”, além dos filmes “Rodeio Rock”, “O Clube das Mulheres de Negócios” e “Dois Mais Dois”.

O jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado homenageou a atriz, definindo-a como “uma atriz de rara sensibilidade e uma joia rara da cultura brasileira”. Ele também relembrou o reconhecimento recebido por Clodd em 2021, quando ela foi premiada no palco do Theatro Municipal de São Paulo pela atuação em “Manhãs de Setembro”, ao lado de Liniker e Divina Nubia. A causa da morte e os detalhes da despedida ainda não foram divulgados pela família.

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