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Após ser processado, Ratinho tenta provar relação de Chico Buarque com Lei Rouanet

Segundo a coluna Fábia Oliveira, o apresentador do SBT argumentou que suas falas têm fundamento factual e negou ter cometido qualquer ato ilícito

  • Ratinho apresenta defesa na Justiça contra acusações de Chico Buarque por declarações sobre Lei Rouanet.
  • Apresentador afirma que suas afirmações têm base factual e nega ter cometido ato ilícito.
  • Ratinho cita empresa da Marola Edições Musicais como responsável por recursos da Lei Rouanet.
  • Comunicador sustenta que Chico Buarque pode se beneficiar da Lei Rouanet por direitos autorais.
  • Ratinho defende que suas declarações são legítimas e que o debate sobre verbas públicas é necessário.
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Ratinho apresentou à Justiça sua defesa no processo movido por Chico Buarque, no qual é réu por declarações sobre um suposto favorecimento do cantor por meio da Lei Rouanet. Segundo a coluna Fábia Oliveira, o apresentador do SBT argumentou que suas falas têm fundamento factual e negou ter cometido qualquer ato ilícito.

Entenda a defesa de Ratinho

Na contestação, Ratinho afirmou que Chico Buarque é sócio-administrador da Marola Edições Musicais LTDA, empresa que teria captado R$ 800 mil por meio da Lei Rouanet em 2005 e 2006. Para o comunicador, essa informação daria verossimilhança à declaração “pega dinheiro da Lei Rouanet”. Ele também alegou que a empresa continua recebendo recursos dessa fonte.

O apresentador mencionou ainda o Prêmio Camões recebido por Chico Buarque, argumentando que metade do valor teria origem em recursos públicos administrados por um órgão vinculado ao Ministério da Cultura brasileiro. Ratinho sustentou que o cantor também pode se beneficiar da Lei Rouanet por meio de direitos autorais relacionados a projetos de terceiros que utilizam suas obras.

Ao negar irregularidades, Ratinho defendeu que suas declarações estão amparadas nos direitos de opinar e criticar. Ele também afirmou que o debate sobre a aplicação de verbas públicas é legítimo e necessário, acrescentando que Chico Buarque apoia publicamente a Lei Rouanet e o Ministério da Cultura como instrumentos de incentivo à produção artística nacional.

O processo foi iniciado após Ratinho associar o posicionamento político do músico a um suposto favorecimento relacionado à Lei Rouanet. Na ação, o juiz responsável determinou que o apresentador apresentasse provas das acusações ou se retratasse. Ratinho manteve suas declarações e, na defesa, argumentou que seria irrazoável o cantor pedir indenização por afirmações relacionadas a uma política cultural que ele próprio defende.

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