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Corpo de Oliver Tree está totalmente carbonizado e dificulta confirmação

Cantor americano foi uma das seis vítimas da colisão entre dois helicópteros no Rio de Janeiro; identificação definitiva depende de exames complementares

O corpo do cantor americano Oliver Tree, uma das seis vítimas da colisão entre dois helicópteros ocorrida no último domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro, ainda não foi liberado pelas autoridades. Segundo a Polícia Civil, a identificação do artista não pôde ser concluída inicialmente porque o corpo ficou totalmente carbonizado, exigindo exames complementares para confirmação da identidade.

De acordo com informações da investigação, o material genético do cantor foi coletado para análise e confronto genético. No Instituto Médico-Legal Afrânio Peixoto (IML), no centro do Rio, peritos também realizam exames odontológicos. A depender dos resultados, poderá ser necessário um teste de DNA para concluir oficialmente a identificação.

Investigação sobre acidente continua

A apuração das causas da tragédia está sendo conduzida pela 42ª Delegacia de Polícia (DP), no Recreio dos Bandeirantes, enquanto o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) realiza diligências técnicas sobre a queda das aeronaves.

Até o momento, já foram identificadas outras cinco vítimas: os brasileiros Lucas Brito, Charles Marsillac e Alexandre Souza, além dos argentinos Gaspar Prim e Lucas Vignale.

A Embaixada dos Estados Unidos manifestou condolências aos familiares e informou que, em respeito aos envolvidos, não divulgará detalhes sobre o processo de traslado do corpo do artista.

Carreira marcada por sucessos virais

Nascido na Califórnia, Oliver Tree Nickell iniciou sua trajetória musical ainda jovem, mas alcançou projeção internacional após o sucesso viral da música "When I'm Down", que o levou a assinar contrato com a gravadora Atlantic Records.

Com um visual característico, marcado pelo corte de cabelo estilo tigela, roupas coloridas e apresentações performáticas, o cantor se transformou em um fenômeno das redes sociais e das plataformas de streaming. Entre seus maiores sucessos estão "Life Goes On", "Miss You", "Hurt" e "When I'm Down".

Ao longo da carreira, lançou quatro álbuns e acumulou mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify, além de colaborações com nomes como David Guetta, Diplo, Marshmello, Robin Schulz, Travis Barker e o brasileiro Alok.

Oliver Tree afirmou em entrevista que seu testamento já estava estruturado pouco mais de um mês antes da morte — Foto: Reprodução

Dias antes do acidente, artista visitou o Rio

Oliver Tree estava no Brasil para compromissos ligados à sua turnê mundial e desembarcou no Rio de Janeiro poucos dias antes da tragédia. Durante a estadia, visitou a Rocinha, andou de motocicleta pela comunidade, participou de um churrasco, jogou futebol e registrou momentos com influenciadores brasileiros.

Em sua última publicação nas redes sociais, o cantor apareceu aproveitando a cidade e interagindo com moradores. Após a notícia da morte, seu perfil no Instagram registrou um crescimento expressivo de seguidores, ultrapassando a marca de 4 milhões.

Dias antes do acidente, Oliver também chamou atenção ao afirmar que "o rock brasileiro é um milhão de vezes melhor que o rock americano", declaração feita em conteúdo gravado ao lado do influenciador e músico Lucas Inutilismo.

Homenagens e legado

A morte interrompe uma carreira que combinava música, humor, cinema e produção audiovisual. Pouco antes do acidente, Oliver revelou em entrevista que havia criado uma fundação destinada a financiar projetos de novos artistas por meio dos rendimentos gerados por sua obra musical.

Após a confirmação da tragédia, diversas personalidades prestaram homenagens ao cantor. Entre elas, a cantora Melanie Martinez, ex-companheira de Oliver, que descreveu o artista como um "verdadeiro artista", dono de um "coração doce" e de uma "risada contagiante e calorosa". A artista afirmou ainda que os dois permaneceram amigos após o fim do relacionamento e lamentou a perda repentina do músico aos 32 anos.

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