“Foi um mal-entendido”, afirmou o vereador de Teresina Valdemar Sivirino Virgínio após ser solto na manhã desta terça-feira (6), em Teresina. O parlamentar havia sido preso pela Polícia Federal no domingo (4) por suspeita de compra de votos. Em declaração à imprensa, ele destacou que a situação foi esclarecida.
"Tanto é que eu tô saindo pela porta da frente. Quero agradecer todas as pessoas que fizeram as orações. Eu tenho muita fé em Deus", disse.
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Valdemar Virgínio e o advogado Renato Lucas Vieira da Silva tiveram a prisão preventiva substituída por medidas cautelares em uma decisão desta segunda-feira (5). A decisão judicial também serve como alvará de soltura e determinou a libertação imediata.
Ao ser questionado se provará sua inocência, ele respondeu: "com certeza". Sobre a abordagem realizada em uma clínica, que seria ligada ao vereador, o parlamentar limitou-se a dizer que passou pelo local e " aconteceu".
"Passei lá, passei lá e e aí aconteceu. Mas é assim mesmo. Eu agradeço a imprensa, agradeço todas as pessoas. Eu vou amanhã eu dou uma declaração para vocês, com certeza, tá bom? Tô muito cansado e muito obrigado por tudo", afirmou.
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Na decisão de soltura, segundo a magistrada, com o fim da votação, deixou de existir o mesmo risco à liberdade de escolha dos eleitores e à regularidade do processo eleitoral que havia fundamentado a prisão preventiva.
Dentre as medidas cautelares impostas, os investigados estão proibidos de manter contato entre si e com os outros 16 conduzidos que foram liberados mediante fiança. Também não poderão deixar a comarca sem autorização judicial e deverão comparecer aos atos do processo, sob pena de novas medidas, incluindo a possibilidade de prisão preventiva.
"Ante o exposto, CONCEDO A LIMINAR para substituir a prisão preventiva dos pacientes pelas medidas cautelares acima mencionadas, servindo esta decisão como ALVARÁ DE SOLTURA, mediante o compromisso de comparecimento a todos os atos do processo e de não praticarem atos que possam tumultuar a instrução criminal, reservando-me para analisar os demais argumentos expostos na inicial quando do julgamento do mérito deste feito. Ressalte-se que o descumprimento de quaisquer das medidas acima impostas poderá ensejar a adoção das providências legalmente cabíveis, inclusive, presentes os respectivos requisitos, nova decretação da prisão preventiva", consta na decisão.
O QUE ACONTECEU?
A Polícia Federal prendeu 18 pessoas por suspeita de corrupção eleitoral, conhecida como compra de votos, em Teresina, no domingo (4). Durante a operação, foram apreendidos R$ 43,7 mil em espécie, materiais de campanha, listas e anotações com informações de eleitores.
Segundo a PF, a investigação começou após uma denúncia de que um imóvel ligado à esposa do vereador estaria sendo utilizado para distribuir valores destinados à compra de votos. Dos 18 presos, 16 foram liberados no domingo (4), após o pagamento de fiança de R$ 550. Valdemir Virgínio e Renato Lucas permaneceram presos até a decisão judicial.