A determinação da prorrogação da votação pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), chegou tarde a vários estados do país, causando transtornos.

Um dos exemplos é Minas Gerais, onde diversos locais tiveram a votação encerrada às 17h, em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.

Na Escola Estadual Elpídio Aristides de Freitas, no bairro Camargos, na Região Oeste de Belo Horizonte, as urnas foram lacradas. O mesmo ocorreu na Escola Estadual Doutor José do Patrocínio da Silva Pontes, no Barreiro. Os mesários já haviam sido liberados.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) informou que não vai se pronunciar até receber orientações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

SITUAÇÃO EM RONDÔNIA

O mesmo aconteceu em Porto Velho, capital de Rondônia, onde a Escola Maria Carmosina Pinheiro encerrou a votação às 16h. De acordo com a GloboNews, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia só teria recebido a determinação de prorrogação às 16h40, ou seja, 40 minutos após o fechamento da escola.

Eleitores da cidade relataram que, ao enfrentarem imprevistos na hora da votação, souberam da prorrogação tarde demais. A situação é considerada crítica, já que, em alguns locais de votação, o material estava sendo recolhido.

CENÁRIO NO AMAZONAS

Em Manaus, no Amazonas, o cenário se repetiu. O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas realizou uma coletiva de imprensa para fazer um balanço geral da votação no estado. Informações da GloboNews dão conta de que a desembargadora Carla Reis considerou a decisão do ministro Zanin “inexequível”.

No Amazonas, a eleição de segundo turno foi considerada encerrada, mesmo com a prorrogação, já que o TRE-AM não recebeu nenhum comunicado do TSE sobre a extensão do horário de votação. A desembargadora afirmou, inclusive, que soube da prorrogação pela imprensa.

Os resultados dos boletins de urna também já começaram a ser emitidos. O desencontro de informações tem causado transtornos aos tribunais regionais eleitorais de todo o país, que não sabem como proceder diante da prorrogação.

CENÁRIO EM SÃO PAULO

Os portões da Universidade Presbiteriana Mackenzie, localizada em Higienópolis, região Central de São Paulo, fecharam às 17h mesmo com o pedido de prorrogação.

Após o fechamento, muitos eleitores chegaram à unidade e não conseguiram votar. A universidade é considerada uma peça chave para o resultado da eleição em São Paulo já que a zona reúne cerca de 23 mil eleitores.

Ainda segundo informações da reportagem da GloboNews, 90% das urnas já estavam encerradas antes da prorrogação. Mesários relatam não terem recebido informações concretas sobre como proceder diante de tal situação.