O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Google firmaram uma parceria para ampliar, durante as eleições, o uso de uma ferramenta que identifica o uso indevido da imagem de candidatos em vídeos gerados por inteligência artificial (IA).

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, tem avançado em acordos com empresas de tecnologia para tentar conter a disseminação de fake news. Ao mesmo tempo, a Corte enfrenta dificuldades para chegar a um consenso sobre os limites para o uso de IA nas eleições.

Vídeo de Bolsonaro levou tema ao TSE

O tema ganhou relevância após Flávio Bolsonaro (PL) divulgar um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção que oficializou sua candidatura à Presidência. O PT apresentou uma ação no TSE contra o conteúdo. O caso, porém, ainda não foi julgado devido ao impasse entre os ministros sobre o tema.

Ao assinar o acordo com o Google nesta quarta-feira (26), Kassio Nunes Marques destacou a importância do diálogo entre o poder público e as empresas de tecnologia. Segundo o ministro, a cooperação entre os setores público e privado contribui para a proteção dos valores democráticos.

Ferramenta identifica vídeos no YouTube

A tecnologia permitirá que todos os candidatos das eleições deste ano identifiquem, no YouTube, conteúdos que reproduzam suas imagens sem autorização prévia.

Para utilizar o recurso, os candidatos precisarão realizar um cadastro biométrico na plataforma.

A partir do cadastro, o YouTube poderá fazer uma varredura dos conteúdos publicados e notificar os candidatos quando forem identificados vídeos que reproduzam suas imagens.