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Republicanos anuncia Anthony Garotinho como candidato ao governo do Rio em 2026

Ex-governador voltará a disputar o Palácio Guanabara após decisão do STF que anulou sua condenação na Operação Chequinho

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  • Republicanos escolheram ex-governador Anthony Garotinho para candidatura a governador do Rio em 2026.
  • Decisão foi aprovada por unanimidade na Comissão Executiva Estadual e divulgada em redes sociais.
  • Indicação será homologada na Convenção Estadual do partido no dia 25.
  • Garotinho retornou à disputa após anulação de condenação por compra de votos em 2016.
  • Operação Chequinho investigou uso de programa social para captar votos em favor de candidatos ligados a ele.
O ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O Republicanos anunciou nesta segunda-feira (20) que a Comissão Executiva Estadual aprovou, por unanimidade, o nome do ex-governador Anthony Garotinho para disputar o governo do Rio de Janeiro nas eleições de 2026.

A decisão foi divulgada em comunicado oficial publicado nas redes sociais da legenda. Segundo o partido, a escolha ocorreu após votação realizada no último sábado (18), com a participação dos deputados estaduais e federais da bancada fluminense e dos integrantes da Comissão Executiva Estadual.

A indicação será homologada durante a Convenção Estadual do Republicanos, marcada para o próximo sábado (25), quando também serão oficializadas as candidaturas da legenda aos demais cargos em disputa.

De acordo com o partido, a definição do nome de Garotinho ocorreu após discussões internas e análise de pesquisas eleitorais encomendadas pela sigla.

Retorno à disputa eleitoral

Em abril deste ano, Garotinho já havia manifestado interesse em disputar novamente o governo fluminense após decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que anulou sua condenação por compra de votos nas eleições de 2016.

Na decisão, o ministro entendeu que, embora as acusações fossem graves, os elementos utilizados no processo não eram suficientes para sustentar a condenação.

O caso da Operação Chequinho

Governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2002, Garotinho havia sido condenado a 13 anos e nove meses de prisão, além de multa, pelos crimes de corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento público e coação no curso do processo. A condenação, porém, foi posteriormente anulada pelo STF.

O processo teve origem na Operação Chequinho, deflagrada pela Polícia Federal em 2016, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), o programa social Cheque Cidadão teria sido utilizado entre maio e agosto daquele ano para captar votos em favor de candidatos ligados ao grupo político de Garotinho. Na época, o benefício atendia mais de 17 mil famílias.

De acordo com a acusação, o auxílio teria sido condicionado ao apoio eleitoral de beneficiários de baixa renda.

Porém, ao anular a condenação, o ministro Cristiano Zanin concluiu que parte das provas utilizadas no processo era ilícita, por ter sido obtida a partir de dados extraídos de computadores da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social de Campos dos Goytacazes sem preservação da cadeia de custódia e sem realização de perícia técnica.

Segundo o magistrado, essas irregularidades comprometiam a validade das provas e, consequentemente, da condenação.

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