O governador do Piauí e candidato à reeleição pelo PT, Rafael Fonteles, prevê dobrar os recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (Fapepi) destinados à pesquisa aplicada. A proposta integra o programa Ciência que Gera Resultados, do Plano de Governo 2027-2030, e estabelece que, no mínimo, 70% dos projetos apoiados produzam soluções com impacto na qualidade de vida, nos negócios locais ou no desenvolvimento dos territórios.
A proposta parte de investimentos já realizados na área. Em maio de 2026, o Governo do Piauí lançou um pacote de ações da Fapepi que reúne R$ 70 milhões em editais, parcerias e projetos voltados à ciência, tecnologia, inovação e formação acadêmica. O pacote inclui R$ 24,1 milhões para o programa de fixação de doutores, R$ 16,8 milhões para bolsas de mestrado e doutorado, R$ 3,5 milhões para pesquisa e desenvolvimento tecnológico regional, além de recursos para iniciação científica e extensão.
Rafael Fonteles destaca a relação entre pesquisa, inovação e as necessidades dos territórios. “Um momento de priorização da pesquisa do Piauí. Trabalhamos muito para esses investimentos. É um trabalho feito em favor da ciência, da produção científica e da inovação, de forma descentralizada, respeitando as vocações de cada território, integrado às instituições e conectado às demandas reais da população”, afirmou o governador.
Foto: Divulgação/Ascom
A política de pesquisa também já conta com iniciativas voltadas à interiorização. Em 2026, a Fapepi lançou editais para projetos de pesquisa, extensão e pós-graduação vinculados a diferentes territórios e áreas como agro e bioeconomia, indústria verde, saúde e biotecnologia, turismo e economia criativa. No edital de mestrado e doutorado, foram previstas 275 bolsas, sendo 245 de mestrado e 30 de doutorado.
Para o próximo ciclo, o programa estabelece ainda a descentralização da Fapepi, com apoio a projetos que transformem conhecimento científico e tecnológico em produtos para o setor produtivo, a gestão pública e o desenvolvimento territorial. O plano também prevê o aumento da produção científica qualificada e a criação de uma Rede Estadual de Núcleos de Inteligência Territorial, conectando instituições de pesquisa, governos locais e setor produtivo nos 12 territórios.