O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há “nenhum indicativo” de interferência internacional nas Eleições 2026.

Segundo o ministro, as equipes responsáveis pelo monitoramento de riscos internacionais do TSE não identificaram ameaças relacionadas ao pleito. Ele também afirmou não ter recebido relatos da Polícia Federal (PF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de outros órgãos que atuam em parceria com a Justiça Eleitoral sobre riscos dessa natureza.

“Vamos falar do momento atual. Deixemos o segundo turno para uma eventualidade. Até o momento, nós não temos nenhum indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou.

TSE não identificou ameaça do crime organizado

Nunes Marques também afirmou que não há relatórios que apontem riscos relacionados ao crime organizado ou à possibilidade de atentados durante as eleições.

A declaração ocorre após a circulação de informações nas redes sociais sobre supostos planos de ataques durante o período de votação. A Justiça Eleitoral classificou como enganosa uma mensagem que afirmava haver planos de uma facção criminosa para atacar locais públicos, embaixadas e prédios públicos durante as eleições.

“Não recebemos nenhum indicativo concreto disso até o momento”, afirmou Nunes Marques.

Embaixadas suspenderam serviços no período eleitoral

Segundo o presidente do TSE, as embaixadas que decidiram interromper serviços consulares no período próximo à votação justificaram a medida pelo cenário de polarização política das eleições.

“Eu creio que o trabalho conjunto que o TSE fez com as plataformas, não só o plano de conformidade, mas uma parceria e a dedicação que elas tiveram em se conformar à legislação brasileira, afastou muitos dos problemas que eventualmente poderíamos ter”, disse.

Nunes Marques afirmou que esse tipo de precaução pode ocorrer em períodos de maior acirramento político e citou a Colômbia como exemplo de país em que os Estados Unidos adotaram medida semelhante antes de uma votação.

Apesar das declarações sobre ausência de ameaças concretas, a Polícia Federal mantém um procedimento prévio para analisar suspeitas de interferência e financiamento externo nas eleições, a partir de uma solicitação da Advocacia-Geral da União. Segundo informações divulgadas pela PF, a apuração ainda está em fase inicial e não resultou na abertura formal de inquérito.