- Membro do PL com função diretiva é identificado como autor da filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro ao Missão.
- PF e PGR investigam inserção de dados falsos em sistema eleitoral com pena de 2 a 12 anos prevista no Código Penal.
- Missão nega ser autora da fraude e afirma que tentou cancelar a filiação, mas ação foi rejeitada pelo TSE.
- Flávio Bolsonaro registrou candidatura à Presidência do TSE após mudança de partido sem seu consentimento.
- Defesa do senador aciona Justiça Eleitoral após alteração partidária sem autorização.
O nome identificado como autor da filiação de Flávio Bolsonaro (PL) ao Missão é um membro do partido com função diretiva. A informação foi repassada por autoridades à legenda de Valdemar Costa Neto.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República já estão cientes dos detalhes do caso e devem conduzir as investigações. O local do acesso, o log e o horário foram identificados.
O crime configura inserção de dados falsos em sistema de informações com pena de 2 a 12 anos e multa previsto no artigo 313-A do Código Penal.
As autoridades apuram se foi a pessoa investigada que realizou o cadastro ou se alguém utilizou os dados delas para ter acesso ao sistema.
O QUE DIZ O MISSÃO
A legenda nega ser o autor da fraude e em nota oficial diz que o Missão "foi vítima de uma tentativa de filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro" e que "nosso sistema, ao notar a fraude, tentou realizar no mesmo dia o cancelamento da filiação, ação que foi rejeitada pelo TSE".
A sigla afirmou ainda que o gabinete do senador foi informado da fraude.
"O gabinete de Flávio foi informado dessa tentativa de filiação desde o dia 2 deste mês. Consta em nosso sistema que os e-mails enviados foram abertos, mas não foram respondidos", diz a nota.
O QUE HOUVE
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou, na noite desta quinta-feira (13), sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e declarou R$ 8,186 milhões em bens.
O registro da candidatura ocorreu poucas horas depois de uma decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e sua desfiliação do partido Missão.
A mudança partidária havia ocorrido entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta-feira (13). Segundo a defesa do senador, a alteração ocorreu sem o consentimento de Flávio, o que levou os advogados a acionarem a Justiça Eleitoral