- Presidente da Câmara, Hugo Motta, apoiou reeleição de Lula durante entrevista na Paraíba.
- Apoio foi anunciado após partido Republicano declarar neutralidade na disputa presidencial.
- Republicanos optaram por neutralidade para preservar autonomia das lideranças estaduais.
- Decisão seguiu posicionamento da União Progressistas e considerou realidades políticas regionais.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), declarou apoio na segunda-feira (10) à reeleição do presidente Lula. O anúncio foi feito durante entrevista à imprensa na Paraíba.
Segundo Motta, Lula seria a melhor opção para o país.
Iremos declarar esse apoio ao presidente, porque é o presidente que converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país, então eu estava aguardando a posição do partido para que pudesse trazer de público a nossa posição, e a nossa posição está sendo aqui revelada em primeira mão, de apoio ao presidente Lula em seu projeto de reeleição, disse.
A fala de Hugo Motta aconteceu na posse da advogada Giovanna Mayer como desembargadora do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Além disso, o parlamentar também afirmou que após o Republicano declarar neutralidade os membros ficaram livres para declarar apoio de forma independente aos candidatos.
Eu estava aguardando o meu partido se posicionar. O Republicanos, em nível nacional, declarou a posição de neutralidade, ou seja, liberando os diretórios estaduais e os seus membros para apoiar ali a candidatura nacional, quem entender ser a candidatura melhor para o país, disse.
REPUBLICANOS DECLARA NEUTRALIDADE
Em 4 de agosto, o Republicanos anunciou de forma oficial que não iria se posicionar a favor de nenhum dos candidatos à Presidência adotando a neutralidade. O anúncio aconteceu no mesmo período em que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) ainda não havia escolhido um vice para compor a chapa e estava em busca de apoio no Centrão.
A decisão do Republicanos segue o mesmo posicionamento da federação União Progressistas.
Em nota emitida à época, o partido afirmou que a deliberação foi construída de forma coletiva e levou em consideração o crescimento da legenda nos estados, além das diferentes realidades políticas e alianças regionais formadas ao longo dos últimos anos.
A posição de independência na disputa presidencial não representa ausência de princípios nem de posicionamento político", afirmou o Republicanos. Segundo a sigla, a decisão busca preservar a autonomia das lideranças estaduais e a unidade partidária.