O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (19) que irá enviar um pedido de quebra de sigilo telefônico e bancário ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e exigiu que Flávio Bolsonaro (PL) faça o mesmo.
O documento de autorização também inclui a quebra de sigilo de membros da família de Lula.
"É uma autorização que eu estou enviando para o excelentíssimo senhor presidente do Tribunal Superior Eleitoral, abrindo o meu sigilo telefônico, o meu sigilo bancário e da minha família, dos meus cinco filhos, exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo”, afirmou o presidente.
Lula defendeu que os eleitores saibam em quem estão votando e afirmou que o Brasil não pode ter um miliciano na presidência.
“Está na hora da sociedade brasileira ir votar, ela saiba em quem que ela está votando. Este país não pode ter um miliciano na presidência da República desse país. Não pode. Eu fiz questão, está aqui por escrito, amanhã vai ser entregue, eu fiz questão de colocar meus cinco filhos, porque eu sei que toda eleição se inventa uma coisa contra minha família, e eu resolvi não ficar quieto”, comentou.
Ainda durante a declaração, o presidente relembrou que as eleições deste ano se trata da sua última disputa eleitoral e disse que um “ladrão” não jogará sua biografia no lixo.
Essa é a minha última disputa eleitoral, minha última disputa, e eu não posso deixar que um ladrão tente jogar minha biografia no lixo. Então, isso aqui é em defesa da minha honra, da honra da família e, sobretudo, em defesa desse país, que não pode ter um ladrão governando esse país.”