O candidato à reeleição para deputado estadual Gustavo Neiva (PP) afirmou que sua permanência na oposição ao governo do Piauí é uma questão de “ética e coerência”. Durante sabatina nesta quarta-feira (16), realizada pela Meio Norte na Rádio Jornal 90.3, o candidato destacou que pretende continuar exercendo uma atuação crítica e fiscalizadora na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi).

“Eu ficar na oposição é uma questão de ética e de coerência. Eu não penso, em primeiro lugar, se vai ser melhor eleitoralmente para mim ou pior. [...] Eu faço oposição porque o povo me colocou na oposição”, declarou.

O parlamentar também disse que pretende continuar exercendo uma atuação “firme, crítica e propositiva” na Alepi.

Foto: Isadora Loiola/MeioNews

voto contra empréstimo de R$ 1,5 bilhão

Ao explicar sua posição, Gustavo Neiva afirmou que não é contrário a todo empréstimo e citou uma emenda apresentada por ele para que os recursos fossem destinados ao abastecimento de água, especialmente no semiárido piauiense.

“Eu não faço oposição por ser oposição. [...] Nós podemos endividar o Estado? Podemos, mas desde que esse dinheiro seja utilizado para resolver um problema grave, um problema que aflige a população há séculos, que é o problema da falta d'água”, afirmou.

O candidato disse ainda que sua emenda foi rejeitada e classificou a aprovação do empréstimo sem essa vinculação como uma espécie de “cheque em branco” para o governo.

Deputado questiona gastos do Estado com juros

Durante a sabatina, Neiva afirmou que o Estado teria gasto quase R$ 900 milhões nos quatro primeiros meses do ano com o pagamento da dívida e de juros. A partir desse valor, ele projetou um gasto anual de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

O deputado questionou o impacto desses valores sobre as contas públicas e afirmou que o cenário pode se agravar com a contratação de novos empréstimos.

“Eu acho que nós estamos enveredando para um caminho perigoso, porque essa dívida vai aumentar ano após ano”, declarou.

Foto: Isadora Loiola/MeioNews

Neiva se posiciona contra ICMS da energia solar

Gustavo Neiva também criticou a cobrança de ICMS sobre a energia excedente produzida por sistemas de energia solar. Ele afirmou ter apresentado um indicativo de lei ao governo do Estado para pedir o fim da cobrança.

Segundo o candidato, a medida teria afetado empresas do setor e reduzido a demanda pela instalação de sistemas de energia solar.

“A energia solar se tornou um artigo acessível à grande maioria da população. [...] Aí vem o governo e bota o ICMS da energia solar”, declarou.

Neiva também criticou o que considera uma carga tributária elevada no Piauí e defendeu a redução de impostos.

PEDÁGIOS NOS CERRADOS SÃO ALVO DE CRÍTICAS

Outro ponto abordado pelo candidato foi a instalação de praças de pedágio na região produtora do sul do Piauí. Neiva afirmou ser contrário à cobrança e questionou o modelo adotado após obras de recuperação das rodovias.

Segundo ele, os pedágios podem aumentar os custos de transporte e, consequentemente, encarecer produtos para o consumidor.

“Não posso aceitar e não posso concordar com a instalação excessiva de pedágio como está sendo feito lá na região dos cerrados piauienses”, afirmou.

Foto: Isadora Loiola/MeioNews