O candidato ao Governo do Piauí, Gustavo Henrique (AVANTE), afirmou, em sabatina da rádio Jornal 90.3, estar “respaldado” pela legislação em resposta à legitimação de sua candidatura.
Eu estou respaldado pela lei dos partidos. As comissões provisórias têm um mandato mínimo de seis meses. Tanto a lei seca quanto o estatuto do Avante dizem isso. Meu mandato foi interrompido com 92 dias e eu busquei a continuidade dele na Justiça, afirmou.
Na oportunidade, o candidato afirmou ser o “presidente legítimo” do Avante. A declaração acontece em meio a uma disputa judicial entre Gustavo e Elizeu Aguiar (NOVO), ligada às Eleições 2026, devido a um impasse partidário e a processos de contas.
Gustavo Henrique em sabatina da Rádio Jornal 90.3 - Foto: Reprodução
O desembargador entendeu que o meu mandato era contínuo e válido, inclusive, da convenção que foi realizada no dia 30. Para quem sabe, essa liminar ainda é válida, independentemente de como esteja o cadastro no TRE-PI. Então, o presidente legítimo do Avante neste momento é Gustavo Henrique, juntamente com sua comissão provisória, afirmou o candidato.
APOIO A CURY
Ainda durante a sabatina, o candidato chegou a questionar uma possível articulação do senador Ciro Nogueira (PP), que teria interferido em sua candidatura junto ao diretório nacional do Avante.
O senador Ciro Nogueira foi até minha nacional pedir a candidatura do Antonio José Lira, que é tio de um deputado federal do Progressistas, o Átila Lira. Eu me contrapus com os demais pré-candidatos. Diga-se de passagem, o presidente nacional disse que tinha um compromisso com o senador Ciro Nogueira, alegou.
Gustavo também respondeu às críticas de que seria um candidato “laranja”, afirmando já ter prestado apoio à candidatura de Augusto Cury, ao contrário de outros candidatos que ainda não definiram voto em quem disputa a Presidência da República.
“Eu tenho um candidato à República muito bem definido. Por onde eu ando, deixo bem claro que o meu candidato é Augusto Cury”, afirmou.
AUMENTO SALARIAL
Durante a sabatina, Gustavo saiu em defesa do aumento salarial para profissionais da educação de forma progressiva, já que, de acordo com ele, o Estado não teria condições de investir na valorização profissional de forma imediata. Por isso, ele alega que a recomposição salarial seria o melhor caminho.
Eu defendo a isonomia do menor para o maior. Eu sempre dou exemplos de casos reais, como motoristas. Tem motoristas da Secretaria de Fazenda que ganham mais do que motoristas da Secretaria de Educação. Então, como pode acontecer essa disparidade se a fonte é a mesma? Então, eu defendo a recomposição salarial do menor para o maior, afirmou o candidato.
REGIONALIZAÇÃO DA SAÚDE
O candidato afirmou ser defensor da telemedicina e da ampliação de especialidades que estejam enquadradas no formato de atendimento. Ele também afirmou ser preciso distribuir de forma mais harmônica os centros de diagnóstico, assim como garantir que as pessoas possam receber tratamento nos locais onde vivem.
Em relação à regionalização da saúde, ele afirmou que o primeiro passo seria tornar a saúde pública mais transparente ao cidadão.
Primeiro, precisamos enfrentar esse caso da regulação. Acho que tem como resolver, sim. Precisamos romper isso e dar acesso ao cidadão para acompanhar com mais transparência. Porque, às vezes, dá a impressão de que alguém fura a fila. Sei que não é assim, mas é preciso tornar isso mais transparente, defendeu.