Dois irmãos gêmeos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil neste domingo (4), em Luís Correia, no litoral do Piauí, após denúncias de suposta compra de votos e prática de boca de urna nas proximidades da Escola Municipal Carmosina, no bairro Coqueiro.

Segundo informações da Polícia Militar, a primeira denúncia foi recebida pelo Centro de Operações da PM (Copom) por volta das 9h30. Outras pessoas fizeram relatos semelhantes sobre a presença dos dois homens nas proximidades do local de votação.

De acordo com o major responsável pela ocorrência, uma equipe da PM foi enviada ao endereço em duas oportunidades, mas não conseguiu localizar os suspeitos em flagrante.

“Esse caso foi feito pelo próprio Ministério Público. A gente recebeu essa denúncia pela manhã, por volta de 9h30. Várias pessoas fizeram a mesma denúncia, falando isso. A viatura foi lá duas vezes, mas não conseguiu pegar os dois em flagrante”, relatou o major.

Ainda segundo o oficial, o promotor eleitoral responsável pela região acompanhou a situação de forma discreta. Em um veículo descaracterizado, o promotor permaneceu nas proximidades e teria presenciado a movimentação atribuída aos suspeitos.

“O promotor estava no carro dele descaracterizado, ficou lá pertinho e observou e flagrou. Ele mesmo prendeu os dois. A viatura foi chamada somente para fazer a condução”, explicou.

Após a abordagem, os dois homens foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Luís Correia, onde foi realizado o procedimento policial referente à ocorrência.

Durante a ação, foram apreendidos R$ 802 em dinheiro, santinhos de propaganda eleitoral, duas carteiras com documentos pessoais e dois aparelhos celulares. O material foi entregue à Polícia Civil para análise.

O caso será apurado pelas autoridades competentes, que deverão verificar se houve efetivamente compra de votos ou outra irregularidade eleitoral. A legislação considera crime oferecer, prometer ou entregar vantagem ao eleitor com a finalidade de obter voto.

A ocorrência aconteceu durante o primeiro turno das Eleições 2026, em meio às ações de fiscalização realizadas pelo Ministério Público Eleitoral e pelas forças de segurança para coibir crimes eleitorais.