O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) a abertura de uma investigação pela Polícia Federal para apurar suspeitas de interferência estrangeira nas eleições brasileiras de 2026. A decisão aponta suspeitas de uso intencional dos algoritmos de plataformas digitais para favorecer ou prejudicar candidatos durante o processo eleitoral.
PF vai investigar possível interferência estrangeira
Dino também determinou a apuração de um possível vínculo entre apoio eleitoral e interesses econômicos de agentes estrangeiros relacionados às terras raras e aos minerais críticos brasileiros.
Na decisão, o ministro menciona pedidos apresentados no âmbito do processo que justificariam a investigação de possíveis interferências no processo eleitoral, “inclusive quanto à atuação de agentes e intermediários estrangeiros nos ambientes digital e financeiro”.
Decisão cita possível financiamento de campanha
O ministro afirma haver notícias sobre possíveis aportes de recursos estrangeiros em benefício de uma campanha eleitoral. Nesse contexto, cita a empresa Rockbridge Network, que teria participado de negociações para oferecer apoio financeiro à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).
A menção integra os elementos apontados na decisão para justificar a apuração. A existência de suspeitas, por si só, não comprova a ocorrência de irregularidades.
Abin aponta risco de interferência externa
Flávio Dino também menciona um relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que inclui a segurança do processo eleitoral entre os desafios prioritários do Brasil e aponta o risco de interferência externa nas eleições.
Ao justificar a investigação, o ministro ressaltou a soberania nacional e os limites à atuação de governos estrangeiros em assuntos internos do país.
“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, afirmou Dino.