O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) defendeu, neste sábado (22), a anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, a adoção de castração química para estupradores e a manutenção do Bolsa Família. As declarações foram feitas durante o evento de lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio de Janeiro, realizado no Maracanãzinho, na capital fluminense.

Ao falar sobre o Bolsa Família, Flávio afirmou que, caso seja eleito, pretende manter o programa e ampliar medidas de assistência à população.

“Eu sei que muita gente precisa do Bolsa Família e nós vamos garantir que vocês recebam o Bolsa Família [...] Bolsonaro e Ruas vão fazer muito mais. Vamos garantir o Bolsa Família? Vamos. Vamos garantir a aposentadoria? Vamos. Mas nós vamos melhorar a sua vida”, disse.

Flávio já havia defendido anteriormente a manutenção do programa, que é uma das principais políticas sociais associadas aos governos do PT. Em outra ocasião, afirmou que o benefício é um “direito adquirido” e que não deveria ser extinto.

Segurança pública

A segurança pública também foi um dos principais temas do discurso. Flávio afirmou que pretende classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as milícias como organizações terroristas.

“Esses caras vão mofar na cadeia ou vão ser neutralizados pela nossa polícia”, declarou.

O candidato também voltou a defender a castração química para condenados por crimes sexuais, proposta que aparece entre as medidas defendidas por sua campanha.

“Com Bolsonaro e Ruas, as mulheres serão protegidas. Nós vamos aprovar a castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças. ‘Ah, mas o Flávio é radical’. Não gostou? Vota no defensor de bandido”, afirmou.

Anistia aos condenados do 8 de Janeiro

Flávio também voltou a defender uma anistia ampla, geral e irrestrita para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

Durante o discurso, o candidato pediu votos para Carlos Jordy e Carlos Portinho, candidatos ao Senado pelo PL no Rio de Janeiro, e afirmou que pretende contar com o apoio dos parlamentares para aprovar a medida.

“Eu vou precisar do Jordy e Portinho para aprovar a anistia ampla, geral e irrestrita aos perseguidos do 8 de janeiro. Eu vou precisar do Jordy e Portinho para libertar Jair Messias Bolsonaro”, declarou.

A proposta de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro é um dos principais temas defendidos por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. O assunto também coloca em evidência a relação entre o Executivo e o Supremo Tribunal Federal, que julgou parte dos processos relacionados aos ataques às sedes dos Três Poderes.

Evento no Maracanãzinho

O evento reuniu apoiadores do PL no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Além de Flávio Bolsonaro, participaram do encontro o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, e aliados do bolsonarismo no estado, entre eles o ex-ministro da Saúde e candidato a deputado federal Eduardo Pazuello (PL).

O encontro marcou oficialmente a candidatura de Douglas Ruas ao governo do Rio de Janeiro.

Disputa pelo governo do Rio

Pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira (21) aponta Eduardo Paes (PSD) na liderança da corrida pelo governo do Rio, com 41% das intenções de voto no primeiro turno. Douglas Ruas aparece em segundo, com 19%.

Ruas foi eleito deputado estadual em 2022, com cerca de 175 mil votos, e atualmente exerce o primeiro mandato. Ele também preside a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Sua candidatura reúne Mobiliza, Agir e Avante, além do PL.

Paes, por sua vez, disputa o governo estadual pela terceira vez. O atual prefeito do Rio já foi eleito quatro vezes para comandar a capital fluminense. Sua coligação reúne PSD, PDT, MDB, DC, PSB, PT, PCdoB, PV, PSDB, Cidadania, PRD e Solidariedade.