Na hora de votar, o eleitor encontra na urna eletrônica, além do teclado numérico, três teclas coloridas: a verde, usada para confirmar o voto; a laranja, para corrigir; e a branca, que permite votar em branco. A tecla branca foi criada para quem não quer escolher nenhum dos candidatos que disputam determinada eleição. Voto em branco e voto nulo, porém, são diferentes.

Entenda como funciona cada tipo de voto e qual é o efeito deles no resultado da eleição.

O que é o voto em branco?

Antes da adoção das urnas eletrônicas, a votação era feita em cédulas de papel. O voto em branco ocorria quando o eleitor entregava a cédula sem marcar nenhuma opção. Com a urna eletrônica, o papel foi substituído pela tecla branca. Para votar em branco, basta pressionar essa tecla e, depois, a tecla verde para confirmar.

O que é o voto nulo?

O voto nulo ocorre quando o eleitor digita na urna um número que não corresponde a nenhum candidato ou partido e confirma a escolha. Nas antigas cédulas de papel, era possível anular o voto escrevendo um nome que não correspondesse a nenhum candidato. A prática chegou a protagonizar episódios curiosos da história eleitoral brasileira.

Nos anos 1950, por exemplo, o rinoceronte Cacareco recebeu cerca de 100 mil votos em São Paulo. Na década de 1980, no Rio de Janeiro, foi a vez do macaco Tião ganhar notoriedade nas urnas.

Nenhum dos dois assumiu cargo político. Os votos foram considerados nulos e não foram contabilizados para o resultado da eleição.

Votos brancos e nulos contam para a eleição?

Para definir o resultado, a Justiça Eleitoral considera apenas os votos válidos, ou seja, aqueles destinados a candidatos ou partidos devidamente registrados na disputa. Por isso, votos em branco e votos nulos não são contabilizados para nenhum candidato.

Embora não interfiram diretamente na definição de quem será eleito, esses votos ajudam a mostrar como parte do eleitorado se posicionou ou se comportou naquela eleição.