O candidato ao Senado pelo Piauí Cloves José (PCO) afirmou que as emendas parlamentares são utilizadas para fins políticos e “geram muita corrupção”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (31), durante sabatina da Meio Norte, quando o candidato também falou sobre redução da jornada de trabalho, estatização de serviços públicos e mudanças no sistema político e eleitoral.
Ao ser questionado especificamente sobre as emendas Pix e o chamado orçamento secreto, Cloves criticou o uso de emendas parlamentares para fins políticos. Segundo o candidato, os recursos podem ser utilizados para fortalecer a posição eleitoral de políticos que já possuem mandato, criando uma desigualdade em relação aos concorrentes.
“Essas emendas são usadas para fins políticos e geram muita corrupção. Então a gente vê que essa disparidade entre os candidatos que têm mandato e os que não têm, é geralmente essas emendas parlamentares.”
O candidato ao Senado no Piauí, Cloves José, durante sabatina da Meio Norte | Foto: Isadora Loiola/MeioNews
PCO propõe jornada de 35 horas semanais
Na área trabalhista, o candidato afirmou que o PCO defende a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais. Segundo Cloves, a medida poderia ampliar as oportunidades de emprego, especialmente para jovens recém-formados.
“O PCO defende uma jornada de trabalho de 35 horas semanais. Quer dizer, você trabalhar menos para gerar mais oportunidade de emprego para os jovens que estão saindo das universidades.”
Cloves também defendeu a anulação das dívidas dos trabalhadores com os bancos. Para ele, os valores já teriam sido pagos e o endividamento estaria relacionado principalmente à cobrança de juros e multas.
Candidato critica influência do poder econômico
Ao analisar a disputa eleitoral no Piauí, Cloves afirmou que candidatos sem mandato enfrentam dificuldades para competir com políticos que já ocupam cargos públicos. Ele também criticou a diferença de espaço em debates eleitorais e defendeu que todos os candidatos tenham oportunidade de apresentar suas propostas.
Questionado sobre a influência do dinheiro nas eleições, o candidato afirmou que o poder econômico é determinante para definir o resultado.
“Realmente quem define a eleição é o poder econômico, não tem nem dúvida. É a estrutura, quem tem uma estrutura para fazer campanha.”
O candidato ao Senado no Piauí, Cloves José, durante sabatina da Meio Norte | Foto: Isadora Loiola/MeioNews
Saúde e serviços públicos
Na saúde, Cloves defendeu a estatização dos serviços públicos e criticou a participação de empresas privadas na administração de unidades e serviços financiados com recursos públicos.
“Nós defendemos a estatização da saúde, porque a gente está na contramão do que ocorre hoje. Hoje está ocorrendo a privatização da saúde.”
O candidato também afirmou que pretende defender a estatização de outros serviços públicos, incluindo educação, segurança, água e energia. Segundo ele, a privatização contribui para a precarização dos serviços e para o aumento das tarifas.
Educação como combate à violência
Sobre segurança pública e armamento, Cloves defendeu o desarmamento da polícia e do que classificou como “aparato opressivo”. Em contrapartida, afirmou que o investimento em educação seria uma das principais ferramentas para combater a violência.
“Eu acho que o investimento da educação é a melhor arma para se combater a violência. Dá oportunidade a esses jovens de trabalhar e viver a sua vida dignamente.”
O candidato ao Senado no Piauí, Cloves José, durante sabatina da Meio Norte | Foto: Isadora Loiola/MeioNews
USO EQUILIBRADO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL
Sobre inteligência artificial, o candidato afirmou que a tecnologia pode ser utilizada para melhorar a prestação de serviços e facilitar o trabalho, mas criticou a substituição de trabalhadores por sistemas automatizados.
Para Cloves, é necessário encontrar um equilíbrio entre o uso das novas tecnologias e a preservação dos empregos.
“Você pode usar, mas você não pode dispensar a mão de obra humana.”
ELEIÇÃO PARA MINISTROS DO STF
Ao ser questionado sobre a possibilidade de estabelecer mandatos para ministros do STF, Cloves José defendeu uma mudança mais ampla no modelo de escolha dos integrantes da Corte. Segundo ele, os ministros deveriam ser eleitos.
“A gente defende que existem eleições para ministro do STF, né? Que é um poder muito grande e, sem ele ser votado, geralmente é indicado um terço pela Presidência da República. Então ele acaba não tendo autonomia nas suas decisões porque ele foi indicado por um presidente.”