O deputado estadual Henrique Pires (MDB), que disputa a reeleição, afirmou, em sabatina do PodJogo Especial Eleições desta segunda-feira (28), que a escolha de quem irá ocupar a cadeira da presidência na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) é uma “questão de votos”.
De acordo com Pires, seria mais benéfico para o governo que o comando da Casa permanecesse com o MDB. O deputado chegou a citar que Rafael Fonteles (PT) manteve uma melhor articulação com Severo Eulálio (MDB) enquanto presidente da Alepi do que com Franzé Silva (PT).
Henrique Pires durante sabatina - Foto: Raíssa Morais/meionews
A questão é de votos. Se o PT fizer 15 deputados, ele tem direito óbvio. Mas eu acredito que até para o governo é importante. O Rafael Fonteles foi muito mais simpático com a administração dos dois anos do Severo do que com a do Franzé. Acho que até é importante para a democracia, para oxigenação do governo e divisão de forças, disse.
A presidência da Alepi é ocupada pelo deputado estadual Severo Eulálio (MDB). A direção da Casa surgiu a partir de tratativas entre PT e MDB pela alternância do comando. As eleições disputadas neste domingo (4) serão cruciais para a definição de uma nova presidência.
Lembrando que, no primeiro ano do acordo, Franzé Silva (PT) liderou a Casa. Posteriormente, Severo assumiu a posição. O resultado nas urnas é importante porque, com as apurações, ficará clara a formação das bancadas partidárias na Alepi.
Confira outros pontos abordados durante a sabatina
TRATAMENTO ONCOLÓGICO NO PIAUÍ
O Hospital São Marcos, o único que oferece tratamento oncológico no Piauí, chegou a suspender as atividades no atendimento de câncer no estado sob alegação de falta de recursos financeiros.
Henrique Pires comentou sobre as articulações feitas junto ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para a liberação de recursos. O deputado afirmou ter “batido” no ministro, já que o estado estaria sendo discriminado.
Aquilo me tocou em dois motivos. Primeiro, por que chegou a mim? A gente se pergunta muito. Quis Deus que o ministro Padilha da Saúde, que me chama de amigo, eu estava com ele em 2011. Então, essa amizade vem de trás e comecei a bater no próprio Padilha, dizendo que o Piauí estava sendo discriminado. Chamei o Ministério Público Estadual, Federal, Estadual, presidente da Alepi, a Câmara Municipal e começamos uma campanha forte, afirmou.
Pires afirmou que a cotação da tabela no tratamento de câncer no Piauí estava abaixo da média nacional.
“Existem locais no tratamento do câncer que a correção da tabela vai até 4,5. Assim, o SUS pagaria R$ 1, mas, junto, o SUS, a prefeitura local e o Ministério da Saúde pagam 4,5 mais isso. Sabe quanto estava aqui no Piauí? 1,5. O próprio Padilha disse: ‘Eu não sei como vocês conseguem fazer tratamento no Piauí’. Então, nós batemos muitas vezes.”
DOBRADINHA COM EMANUEL PAIVA
Ainda durante a sabatina, Henrique explicou a dobradinha que mantém com o candidato a deputado federal Emanuel Paiva (União). De acordo com Pires, trata-se de um acordo político feito com o prefeito de Santo Antônio de Lisboa, Erivaldo Lopes (PT).
Eu já era votado em Santo Antônio de Lisboa, onde o tio do Emanoel, o Erivaldo, ele vota em mim antes da candidatura do Emanoel. Então, eu tinha que compensar ele por esse apoio, senão eu ia perder o colégio. Essa é uma conta muito simples: ‘Como estamos votando em você e você não está?, explicou.
Henrique caracterizou Emanoel como alguém preparado e promissor.
“Estamos ajudando Emanoel razoavelmente, mais do que os votos que terei lá em Santo Antônio. Ele é um cabra muito preparado. Quando se é político quatro vezes em uma cidade, é porque você tem compromisso.”