Nesta quinta-feira (10), a candidata ao governo do Piauí pelo PSDB, Dra. Lúcia Santos, participou de uma sabatina na Rádio Jornal e destacou suas propostas para uma possível gestão à frente do governo do estado.

A candidata destacou sua trajetória na área da saúde, como médica, e também à frente do sindicalismo, como presidente do Sindicato dos Médicos do Piauí. Essas experiências, segundo ela, despertaram a vontade de trabalhar tanto pela categoria quanto pela sociedade piauiense em geral.

Para a médica, o estado sofre com uma polarização política estratégica que perdura há muito tempo e acaba atrasando as discussões que realmente contribuem para o desenvolvimento do Piauí. Mesmo se identificando com um perfil de direita, a candidata declarou que, em uma eventual conquista do cargo, o diálogo seria aberto com qualquer campo político.

"O problema maior da humanidade, do mundo, do Brasil e do Piauí, não é tanto de ideologia e sim de cárater, de ética na política. Eu já negocio com quem está no governo [...] Isso pra mim não seria problema. Nós precisamos parar de pensar que o ente federal está separado do estadual, que está separado do municipal, isso não existe. Como governadora, pretendemos dar todo o apoio aos prefeitos das cidades piauienses.", explicou.

SEGURANÇA PÚBLICA


Na avaliação da postulante, a segurança pública é um ponto crítico do estado, e medidas como a valorização dos salários das forças de segurança pública devem ser estudadas, com atenção especial aos policiais militares. Dra. Lúcia Santos também defendeu a implantação de um sistema de monitoramento eletrônico para a identificação de eventuais crimes e a criação de leis mais severas para os chefes do crime organizado.

Além disso, uma das medidas defendidas pela candidata seria o combate às empresas de fachada utilizadas pelo crime, tópico que, segundo ela, foi debatido com o senador Ciro Nogueira.

Dra. Lúcia Santos durante entrevista com Helder Felipe e Eliézer Rodrigues - Foto: Jade Luara/MeioNews

ASSISTÊNCIA SOCIAL

Propostas voltadas à segurança alimentar e à melhoria da saúde pública, com foco no estabelecimento de serviços essenciais e na oferta de empregos, foram alguns dos principais temas discutidos.

"Nós temos o maior índice de subutilização de emprego do Brasil, que inclui desocupados, que são pessoas que não estão trabalhando, e os desalentados, que são pessoas que desistiram de procurar empregos. Isso é grave", destacou.

A candidata propôs investimentos para os microempreendedores e medidas para atrair empresas para o estado, como a diminuição do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS).