A diretora de Assuntos Internacionais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Renata Gil, defendeu nesta sexta-feira (2) a transparência e a observação internacional das eleições brasileiras. Durante a abertura do Programa de Convidados Internacionais, ela afirmou que “democracias maduras não temem ser observadas”.

O programa reúne autoridades e especialistas estrangeiros que acompanham diferentes etapas da organização das eleições brasileiras. Segundo o TSE, a iniciativa é realizada desde 2010 e tem como objetivo apresentar aspectos da preparação e da execução do processo eleitoral a representantes de outros países.

“A observação eleitoral, o programa de convidados é uma forma de diálogo entre as democracias. Vocês vêm acompanhar o processo, conhecer seus mecanismos, fazer perguntas, observar procedimentos e nós recebemos esse olhar externo com respeito e com a certeza de que democracias maduras não têm medo de serem observadas. A transparência fortalece a democracia”, afirmou Renata.

Renata Gil defende observação internacional

Durante o discurso, a diretora destacou que a presença de representantes estrangeiros permite o acompanhamento dos procedimentos eleitorais e a troca de experiências entre diferentes democracias.

O TSE convidou organizações e instituições internacionais para acompanhar o pleito de 2026. Entre elas estão a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a Liga dos Estados Árabes e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP).

A observação internacional é regulamentada pela Justiça Eleitoral e tem entre seus objetivos ampliar a transparência e contribuir para o aperfeiçoamento do processo eleitoral.

TSE recebe convidados de outros países

Entre os integrantes da comitiva internacional estão o ex-ministro das Relações Exteriores do Chile José Miguel Insulza, o ex-ministro das Relações Exteriores do Paraguai Eladio Loizaga e o ex-embaixador do Uruguai no Brasil Agustín Espinosa Lloveras.

Insulza também chefia a Missão de Observação Eleitoral da OEA, que acompanhará o primeiro e o segundo turnos das eleições. A missão terá 91 observadores distribuídos pelo Distrito Federal e outros 20 estados.

Tecnologia eleitoral é destacada

Renata Gil também afirmou que a tecnologia utilizada nas eleições brasileiras passa por aperfeiçoamentos a cada pleito. Segundo ela, os avanços envolvem segurança, transparência, auditabilidade e acessibilidade.

“A tecnologia eleitoral brasileira não parou de evoluir. Segurança, transparência, auditabilidade, acessibilidade. A cada eleição aprendemos, corrigimos, avançamos. Cada eleição acrescenta uma camada de segurança, uma camada de transparência, uma camada de inclusão, uma camada de confiança. E é justamente por isso que a presença de vocês aqui é tão importante”, afirmou.

A diretora ressaltou ainda a importância da presença dos representantes internacionais para acompanhar esse processo.

Observadores acompanham eleições

Além do Programa de Convidados Internacionais, as eleições de 2026 terão missões de observação eleitoral de diferentes organizações. Segundo o TSE, esses grupos acompanham etapas que vão da preparação dos sistemas eleitorais à votação, apuração e totalização dos votos.

O tribunal informou que pelo menos sete organizações internacionais participarão oficialmente da observação do pleito deste ano. Entre elas estão OEA, União Europeia, Parlasul, Liga dos Estados Árabes, Rojae-CPLP, Uniore e Rede Mundial de Justiça Eleitoral.

OEA terá 91 observadores no Brasil

A missão da OEA será a maior já enviada pela organização para acompanhar eleições no Brasil. Os 91 observadores atuarão no Distrito Federal e em outros 20 estados, acompanhando os dois turnos de forma técnica, independente e imparcial.

Ao encerrar a fala, Renata Gil deu boas-vindas aos representantes estrangeiros e afirmou que eles poderão acompanhar e questionar os procedimentos eleitorais.

“Sejam todos muito bem-vindos ao Brasil, sintam-se em casa, observem, perguntem, conheçam, dialoguem e, sobretudo, sejam testemunhas de um momento em que milhões de brasileiras e brasileiros farão aquilo que, no fundo, é a essência de toda a democracia, tomando em suas próprias mãos o destino do seu país”, acrescentou.