A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta quinta-feira (22) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma resposta às exigências do senador Flávio Bolsonaro (PL) para a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos. O documento formaliza a posição do petista sobre as condições estabelecidas pelo adversário para participar do desafio lançado durante o debate presidencial da TV Bandeirantes, no domingo (18).
Representaram a campanha no tribunal o coordenador político Camilo Santana (PT-CE), líder do PT no Senado, os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Paulo Pereira, do Empreendedorismo, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e a deputada federal Camila Jara (PT-MS).
Guilherme Boulos e Camilo Santana. Foto: Reprodução/ X
Como começou a disputa
Durante o debate da Band, Lula desafiou Flávio a autorizar a abertura dos sigilos dos dois candidatos e de seus familiares. A proposta foi apresentada após o presidente ser alvo de acusações de corrupção feitas pelo adversário.
Na terça-feira (20), Lula protocolou documentos no TSE e no Supremo Tribunal Federal (STF) autorizando a abertura de seus próprios sigilos e dos dados de familiares, desde que Flávio também aderisse à iniciativa.
No dia seguinte, o senador informou que aceitaria o desafio, mas estabeleceu condições adicionais para ampliar o alcance da divulgação.
O que Flávio Bolsonaro pediu
Entre as exigências apresentadas pelo senador estão informações sobre despesas com cartões corporativos da Presidência da República, agendas institucionais da primeira-dama Janja Lula da Silva e a abertura dos sigilos do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.
A lista também inclui pedidos relacionados a entidades e empresas ligadas ao presidente e a pessoas de seu entorno.
Campanha de Lula aceita condições
A campanha petista afirmou que Lula aceita as exigências apresentadas pelo adversário e cobrou que Flávio também formalize a autorização para divulgar os próprios dados.
A proposta prevê que as informações sejam disponibilizadas ao público por meio da plataforma DivulgaCandContas, da Justiça Eleitoral, ou de outro portal eletrônico de acesso público.
A troca de exigências ocorre na reta final da campanha presidencial, a três dias do segundo turno, marcado para domingo (25).