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Caiado defende urnas eletrônicas e critica possível interferência dos EUA nas eleições

Candidato do PSD se contrapõe ao discurso de Flávio Bolsonaro sobre o sistema eleitoral e rejeita questionamentos de governo estrangeiro

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  • Ex-governador Ronaldo Caiado confirma candidatura à Presidência e defende urnas eletrônicas.
  • Caiado rejeita interferência estrangeira nas eleições e confia no processo eleitoral brasileiro.
  • TSE planeja reunir embaixadores em 17 de agosto para garantir segurança do sistema eleitoral.
  • Flávio Bolsonaro afirma não atacar sistema eleitoral e defender presença de observadores internacionais.
  • Organismos internacionais como OEA e UE estão previstos para acompanhar o pleito eleitoral.
Ronaldo Caiado é pré-candidato à Presidência pelo PSD | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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Confirmado neste domingo (26) como candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu a confiabilidade das urnas eletrônicas e criticou qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A manifestação contrasta com o discurso adotado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o sistema eleitoral.

Em publicação nas redes sociais, Caiado afirmou confiar nas urnas eletrônicas e disse não ver problema na presença de observadores internacionais, mas rejeitou qualquer iniciativa de outros países para colocar em dúvida o processo eleitoral brasileiro.

Eu confio nas urnas eleitorais do Brasil. Também sempre concordei que cada eleição tivesse a presença de observadores de diferentes países, tantos quantos quisessem acompanhar o processo eleitoral brasileiro. Mas considero inadmissível qualquer país, incluindo os EUA, querer colocar em dúvida a lisura e os resultados das nossas eleições.

Defesa do sistema eleitoral

A declaração foi feita em meio às discussões sobre o processo eleitoral brasileiro e após manifestações de Flávio Bolsonaro relacionadas às urnas eletrônicas.

Segundo o jornal The Washington Post, integrantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planejavam enviar ao Brasil o secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho (DRL), Riley M. Barnes, e o secretário-assistente adjunto Samuel Samson para acompanhar o processo eleitoral e questionar o sistema de votação.

TSE reúne embaixadores

Diante desse cenário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende reunir embaixadores no próximo dia 17 de agosto para defender a segurança e a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro.

A iniciativa ocorre após Flávio Bolsonaro apresentar, em um encontro com representantes diplomáticos, alegações sobre as urnas eletrônicas e citar, sem apresentar provas, um suposto uso de modelo adotado na Venezuela para levantar suspeitas sobre o processo eleitoral.

Recuo de Flávio Bolsonaro

Após a repercussão das declarações, Flávio Bolsonaro afirmou que não atacou o sistema eleitoral brasileiro e disse que apenas defendeu a presença de observadores internacionais durante as eleições.

Organismos como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlasul, o Carter Center e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (ROJAE-CPLP) já estão previstos para acompanhar o pleito, cujo primeiro turno será realizado em 4 de outubro.

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