Brasileiros que vivem no exterior vão às urnas neste domingo (25) para o segundo turno da eleição presidencial. Vídeos publicados nas redes sociais mostram filas em Paris, na França, e em Lisboa, Portugal. Em Londres, no Reino Unido, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cantaram e dançaram enquanto aguardavam para votar.
A movimentação ocorre em meio a uma disputa acirrada entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Pesquisas Quaest e Datafolha divulgadas na véspera da votação apontaram 51% dos votos válidos para Flávio e 49% para Lula, cenário de empate técnico dentro da margem de erro dos levantamentos.
Em Dublin, na Irlanda, usuários também relataram nas redes sociais que estavam havia mais de 30 minutos sem energia elétrica. Algumas publicações levantaram suspeitas de boicote à votação. No entanto, os relatos, por si só, não comprovam que a interrupção tenha relação com o processo eleitoral.
Lula vence na Coreia do Sul
Os primeiros resultados divulgados a partir dos boletins de urna no exterior apontam vitória de Lula na Coreia do Sul. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o petista recebeu 64,35% dos votos válidos, contra 35,65% de Flávio Bolsonaro.
Em Seul, dos 238 brasileiros que compareceram às urnas, 148 votaram em Lula e 82 escolheram o candidato do PL. Os números informados para os dois candidatos somam 230 votos. Os boletins de urna são documentos emitidos pelas urnas eletrônicas ao fim da votação e permitem verificar os votos registrados em cada seção antes da divulgação da totalização oficial.
Lula também venceu na Nova Zelândia, na Austrália, na China e em Singapura, conforme os resultados divulgados. Já Flávio Bolsonaro obteve maioria no Japão, nas Filipinas e em Taiwan. Os resultados desses países, isoladamente, não permitem antecipar o desfecho nacional.
Quase 918 mil brasileiros podem votar no exterior
De acordo com dados do TSE, cerca de 918 mil brasileiros estão aptos a votar fora do país neste ano, distribuídos por 186 cidades de 134 países. O total representa um aumento de 31,82% em relação a 2022, quando aproximadamente 697 mil eleitores estavam habilitados no exterior.
Por causa dos diferentes fusos horários, a votação internacional começa antes da abertura das urnas no Brasil e se encerra em momentos distintos ao longo deste domingo.