SEÇÕES

Após mudança, Kassio Nunes amplia poder e assume principais ações no TSE

Mudança promovida pelo ministro ampliou seu poder e influência e o permitiu assumir a condução de alguns dos processos de maior impacto político

Ver Resumo
  • Presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, incluiu-se entre os relatores de ações sobre propaganda eleitoral.
  • Ampliação do número de relatores visa acelerar tramitação de processos de grande repercussão.
  • Ação sobre pesquisa AtlasIntel pode definir critérios para divulgação de pesquisas eleitorais.
  • Novo modelo difere do adotado em 2022, quando distribuição era feita entre quatro ministros.
  • Ministro André Mendonça também passa a relatar processos de alta relevância política.
O ministro do STF e presidente do TSE, Kassio Nunes Marques | Foto: Luiz Roberto/TSE
Siga-nos no

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, alterou as regras da Corte para incluir a si próprio entre os ministros aptos a relatar ações sobre propaganda eleitoral. A mudança também passou a contemplar o vice-presidente do tribunal, André Mendonça.

Até o início deste ano, a ministra Estela Aranha era a única responsável pela análise desse tipo de processo no TSE. Ela havia sido designada para a função pela então presidente da Corte, Cármen Lúcia.

Segundo a assessoria da Presidência do TSE, a ampliação do número de relatores teve como objetivo dar maior celeridade à tramitação das ações. Antes da mudança, havia cerca de 80 representações sobre propaganda eleitoral aguardando análise.

Casos de repercussão nacional

Com a nova distribuição, o gabinete de Kassio Nunes Marques passou a receber processos de grande repercussão política.

Entre eles está a ação relacionada à pesquisa AtlasIntel, que apontou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro após a divulgação do caso Dark Horse. O processo poderá servir de base para a definição de critérios sobre a divulgação de pesquisas eleitorais, tema que deverá voltar ao plenário do TSE em agosto.

Outro processo sob relatoria do ministro foi apresentado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e questiona o uso, pela campanha de Flávio Bolsonaro, de um vídeo produzido com inteligência artificial em que o ex-presidente Jair Bolsonaro declara apoio à candidatura do filho à Presidência da República.

Modelo difere do adotado em 2022

A nova regra difere da adotada em 2022, quando o então presidente do TSE, Alexandre de Moraes, distribuiu as ações de propaganda eleitoral entre quatro ministros: Paulo de Tarso Sanseverino, Raul Araújo, Cármen Lúcia e Maria Cláudia Bucchianeri. Atualmente, Maria Cláudia Bucchianeri integra a equipe de advogados eleitorais da campanha de Flávio Bolsonaro.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP