O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, na manhã desta quarta-feira (21/10), que o senador Flávio Bolsonaro (PL), como candidato à Presidência, deveria prestar contas e autorizar a divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dele e dos familiares até esta quarta-feira (21/10).
“Ele está dando uma desculpa. Aliás, eu defendo que quem se elege presidente não devia ter sigilo, nem bancário, nem fiscal, nem telefônico. Vida pública é pública, quem não quiser ter vida pública vai para o setor privado, mas não dá para ter vida pública, ser candidato a presidente da República e não querer prestar contas”, disse Alckmin durante agenda de campanha em Campinas, no interior de São Paulo.
Alckmin ainda relembrou o pedido de dinheiro feito por Flávio ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e as ligações do candidato do PL com Willer Tomaz, advogado investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita no esquema bilionário de fraudes em benefícios do INSS. Tomaz também era um dos donos cotistas de um jatinho ligado a Vorcaro.
“[Flavio] não presta conta dos R$ 134 milhões do Banco Master, agora tem outra denúncia [de] R$ 14 milhões recebidos em conta, depois tem outra conta com o que está preso, esse advogado do INSS. Depois não presta contas da rachadinha, não presta contas de funcionário fantasma, não presta contas do Vorcaro, não é possível, é desculpa”, disse.