O Ministério da Educação publicou na quinta-feira (21) o Edital nº 36/2026, que regulamenta o Sisu+, nova etapa complementar do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A iniciativa, criada de forma inédita pelo governo federal, tem como objetivo preencher vagas remanescentes em instituições públicas de ensino superior para ingresso no segundo semestre de 2026.
As inscrições estarão abertas entre os dias 15 e 19 de junho, exclusivamente pelo Portal de Acesso Único.
Quem poderá participar do Sisu+?
Para concorrer às vagas ofertadas pelo Sisu+, o candidato deverá atender a dois critérios obrigatórios:
- Ter participado de pelo menos uma edição do Enem nos últimos três anos;
- Ter se inscrito na etapa regular do Sisu 2026.
Diferente do modelo tradicional do sistema, a nova modalidade utilizará automaticamente a edição do Enem que proporcionar a melhor média ponderada ao estudante, conforme os pesos e critérios definidos pelo curso escolhido.
Cada participante poderá selecionar até duas opções de curso, indicando instituição, turno e local de oferta desejados.
MEC quer reduzir vagas ociosas no ensino superior
Segundo o MEC, o Sisu+ foi desenvolvido para otimizar a ocupação de vagas que costumam permanecer abertas após as chamadas regulares das universidades e institutos federais.
A expectativa é de que a ferramenta seja utilizada principalmente em:
- Cursos que tradicionalmente enfrentam dificuldades para completar turmas;
- Instituições que costumam realizar vestibulares próprios no segundo semestre;
- Graduações em licenciaturas, engenharias e áreas consideradas estratégicas para políticas públicas;
- Campi localizados no interior do país, ampliando a visibilidade de vagas fora dos grandes centros urbanos.
A participação no programa será restrita às instituições públicas e gratuitas que aderiram ao Sisu 2026 e assinaram o termo de participação na etapa complementar.
Consulta de vagas do Sisu | Foto: Divulgação
Medida busca modernizar sistema de seleção
De acordo com o Ministério da Educação, a criação do Sisu+ integra um processo mais amplo de modernização do sistema de acesso ao ensino superior público.
A pasta afirma que a nova etapa deve contribuir para reduzir a ociosidade de vagas, além de centralizar processos seletivos que antes eram realizados separadamente pelas instituições, diminuindo custos administrativos e padronizando regras.
O MEC também destacou que a medida complementa outras mudanças recentes no sistema, como as atualizações na Lei de Cotas, melhorias na plataforma de inscrição e ajustes na distribuição nacional das vagas ofertadas.