O que o Cenipa concluiu sobre o acidente
Fatores humanos e operacionais levaram à queda do avião que transportava os Mamonas Assassinas. Cansados após uma rotina exaustiva, piloto e copiloto estariam mais vulneráveis ao estresse do voo, ficando em estado de desatenção. A conclusão do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) é detalhada em um relatório finalizado dois meses após o acidente.
O órgão apontou que a longa jornada ultrapassou em aproximadamente 6h o limite previsto na Lei do Aeronauta (Lei 7.183/84), vigente na época. O órgão da Força Aérea Brasileira (FAB) detalhou, ainda, que os tripulantes estavam com seus Certificados de Capacidade Física válidos e se apresentavam sadios.
Segundo o relatório, a tripulação ficou à disposição da banda nos quatro dias anteriores ao acidente. O Cenipa destacou a importância financeira dos Mamonas para a empresa de táxi aéreo, o que era fator de preocupação especial para o piloto da aeronave. De acordo com as investigações, o comandante Germano Martins tinha participação nos lucros ganhos com o Learjet e recebia por produtividade