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Humorista Tiago Santineli é preso após confusão em show

O episódio ocorreu antes de sua apresentação, motivado por protestos contra o conteúdo do espetáculo, que abordava a umbanda, e terminou com versões divergentes sobre o ocorrido

O humorista Tiago Santineli foi encaminhado a uma delegacia após uma confusão na noite de sábado (21/3), em frente ao Teatro da Maçonaria, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O episódio ocorreu antes de sua apresentação, motivado por protestos contra o conteúdo do espetáculo, que abordava a umbanda, e terminou com versões divergentes sobre o ocorrido.

Conflito antes do espetáculo

Segundo Santineli, um grupo de manifestantes cristãos tentou impedir a realização do show, organizando uma vigília de oração no local. Nas redes sociais, ele afirmou: “Fui fazer meu show em BH, os cristãos tentaram cancelar, não conseguiram e foram lá fazer barraco. Precisam arrumar emprego urgentemente. Era um show sobre umbanda, não era o show ‘Anticristo’. É só racismo religioso apenas”.

De acordo com o boletim de ocorrência, o humorista relatou que foi abordado de forma agressiva ao chegar ao teatro, sendo chamado de “satanista” e alvo de gravações. Ele afirmou ainda que ouviu frases como que “esses demônios não entrarão em Belo Horizonte” e que reagiu empurrando um dos envolvidos após um confronto verbal.

Em depoimento, Santineli declarou: “Fiz outros três shows sobre outras temáticas em BH e nenhum dos manifestantes compareceram para perturbar o evento. Porém, justamente em um show com a temática de umbanda, os manifestantes compareceram com o objetivo de provocar para gerar conteúdo para internet”. Uma testemunha confirmou a versão apresentada pelo artista.

Por outro lado, um dos participantes da vigília afirmou à polícia que o grupo exercia a “liberdade de manifestação religiosa” e acusou o humorista de provocá-los. Segundo ele, Santineli teria se irritado ao ser questionado sobre um possível cancelamento e empurrado um dos presentes.

Outra manifestante relatou ter sido alvo de ofensas de “cunho machista”. De acordo com seu depoimento, o humorista teria dito que “mulher tem que calar a boca e que não teria direito de fala”, além de afirmar que ela “merecia ser chutada”.

Apesar do tumulto, o espetáculo foi realizado em duas sessões. Santineli foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos e liberado em seguida. A Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso será investigado. Durante a repercussão, o rapper Djonga esteve no local em apoio ao humorista, que negou o cancelamento do show e anunciou novas apresentações na capital mineira.