Oeiras cria Dia Municipal do Historiador em homenagem a Dagoberto de Carvalho; data será comemorada dia 09 de maio |
Ascom
O município de Oeiras instituiu o Dia Municipal do Historiador Oeirense, a ser celebrado anualmente em 9 de maio, data que marca o aniversário do historiador e escritor Dagoberto Ferreira de Carvalho Júnior, autor de algumas das mais relevantes publicações sobre a história local.
A iniciativa foi proposta na Câmara Municipal pelo vereador Espedito Martins e, após aprovação do Legislativo e sanção do prefeito, passa a integrar o calendário oficial de eventos do município.
Com a criação da data, a Prefeitura de Oeiras poderá desenvolver, em parceria com instituições de ensino, entidades culturais e a sociedade civil, uma programação voltada à valorização da memória histórica. Entre as ações previstas estão a realização de palestras, seminários e debates sobre a história de Oeiras e do Piauí; exposições de documentos e acervos museológicos; homenagens a historiadores e pesquisadores que contribuam para a preservação da memória local; além de atividades educativas em escolas das redes pública e privada.
Para o professor e historiador, Júnior Vianna, a iniciativa representa uma justa e significativa homenagem a um dos mais dedicados intérpretes da história de Oeiras. “Ao reconhecer o trabalho dos historiadores locais, a medida valoriza a preservação da memória, o estudo do passado e a construção consciente da identidade cultural do povo oeirense. Trata-se, portanto, de um gesto de grande sensibilidade histórica e cultural”, afirma.

Dagoberto de Carvalho Júnior
Dagoberto de Carvalho Júnior é médico, historiador, membro da Academia Piauiense de Letras, além de idealizador e fundador de Instituto Histórico de Oeiras. Pesquisador e escritor tem diversas obras publicadas, entre elas, História Episcopal do Piauí, 1980; Passeio a Oeiras, 1982; A Obstetrícia no Piauí, 1989; A Tábula de Retalhos no Piauí, 1990, e A Palavra e o Tempo, 1992. Opúsculos: José Luiz da Silva: de Cirurgião da Armada a Primeiro Médico do Piauí, 1980; Um Tempo do Recife, 1982, e A Cidadela do Espírito – considerações sobre a arte sacra na obra de Eça de Queiroz (1944).